Artigos
Artigos
Artigos
Os textos publicados nesta seção são assinados, portanto, não são de responsabilidade do Hojems, e não refletem a opinião do veículo.
 
Postado por Da redação em 25/01/2012 às 13:28
A cor é linda. O cheiro eu adorava, pelo menos quando era criança, aquele do chiclete PLOC. Mas quero falar é desse verão que está com tudo, literalmente, e não está nem um pouco prosa, tão misturado, picado, mexido.

Todas as frutas. A tradução mais literal do tutti-frutti. Achei uma boa expressão para definir esse esquisito verão que estamos vivendo. Tem as bananas que os ministros nos dão na cara. Os laranjas que sempre aparecem para justificar ganhos dos que fazem muito mais do que do limão, limonada. Cabeças de coco verde que engolem tudo o que lhes é imposto pela goela. Mulheres maçãs, peras, melancia, e completamente goiabas, criando um novo tipo de humanas, as tipo Chester - sem cabeça, só peito, e pernas gordas e musculosas para serem comidas. Assim será o verão das coxinhas, pernudas, com osso, salgadinhas.

Nesse verão estamos ainda e ainda vendo gente graúda e perversa surpresa com as chuvas que continuam levando, derrubando, matando, onde já deveria haver reforços para que elas fossem apenas refrescantes. E estamos vendo uma seca torrencial e contraditória de terras onde deveriam florescer as sementes do futuro que está sempre aí, quando se fala de Brasil. Parece aquela brincadeira de prender uma moeda, deixar no chão, e ficar na espreita puxando com a cordinha quando o otário se aproxima para catá-la. Assim não dá, assim não pode, diria FHC. E o futuro pulando de nossas mãos, igual à perereca da vizinha.

Vontade mesmo é entrar em um centro espírita e clamar logo que Dercy Gonçalves volte para a gente psicografar as lindas palavras que ela proferiria caso estivesse aqui ainda, já que infelizmente ela não era imortal. Deveria ser - imortal de academia- já que conseguia expressar como ninguém as enguias que tinha, e o que pensamos de tudo isso, francamente.

Voltando ao verão do quente-frio-quente-frio, casamento de viúva, de espanhol, ainda não bateu na imprensa aquela - como diz um amigo - insopitável mania de disparar contra o aquecimento global, desmatamento da Amazônia, El Niño, La Niña. Mas já bateu a insopitável (e meu amigo usa sempre nesse sentido) vontade de dar o fiofó de gente que acredita e vê cantar o galo nas freguesias e sai cocoricando junto. Ou que acha novela é documentário-verdade, que ator não pode ter opinião, e que sabe mais do que quem está há anos na luta anti-homofobia e pelos direitos homossexuais, como é o caso de Aguinaldo Silva. Nego vai bater boca com ele e leva - ah, leva! Adoro! Ele não poupa certos ouvidos, nunca poupou, desde os tempos do Lampião, primeiro jornal a tocar no assunto, há mais de 30 anos. 

Do Acre e Amazonas chegam notícias de milhares de haitianos que acreditaram que era o mesmo Brasil que liderava a força de pacificação de lá o Brasil que procuraram como abrigo. Mas certos porquinhos de estimação resolveram que não. Começou a contá-los, e fico imaginando a fila, pode só 100 por mês. Tá? Combinado? Se fossem brancos, puros, europeus, cesares...

Puff, ploff, splash: próteses de silicone estourando nos peitos do mundo estouram por aqui também, e revelam que não há o menor controle nos autorizados pela nossa estranha agência de saúde oficial. Ah! Mas agora vai ter cadastro de tudo. Até de grávidas, ainda não muito claro se para ajudá-las ou vigiá-las para que assim se mantenham.

Tem mais sons esse verão: crack! Há anos seres humanos que viram rapidamente bizarros zumbis se juntam no centro de São Paulo, fora os que usam essa droga maldita e manipulada em todos os lugares por aí, junto com as outras químicas, mais fajutas que os preparativos para a Copa. Já tentaram enxotá-los todos juntos e eles simplesmente atravessavam as ruas e avenidas. Agora, tentam dispersá-los, numa ação que poderia sim dar certo não fossem tantas brigas políticas, tantas instâncias e gente dando palpite, principalmente batucando em pretinhas nos computadores da vida, ou iluminados por holofotes. Especialistas que bem que poderiam continuar dando entrevistas só nas portas de suas geladeiras abertas.

Não sei se é muito Sol na cabeça, calor, a pressão atmosférica, mas também reparou que nesses poucos dias de verão está havendo uma série de surtos de loucura? Uma mata e põe no saco de lixo dezenas de gatos e cães; uma joga os dois cachorros pela janela, junto com os colchões; o outro sai armado e atirando, roubando carros à bala, e percorre 40 quilômetros. (E pergunto: como é que conseguiu, se quem mora em São Paulo sabe que a gente aqui mais para do que anda, tantos são os faróis, tanto é o trânsito? ).

Para completar, tem rico pobre de espírito e pobre tentando ser rico, em exposição pública. Barracos fora de favelas. Ringue que não é mais ringue - é octógono, porque foi esticado e a luta pode ser mais violenta.

Deve ser o ano bissexto. Pode ser o calor do fogo do dragão no ano chinês. Pode ser até... os últimos dias de Pompéia. 

Acho que neste verão vou preferir chiclete de menta. Arde logo que a gente morde.

Por Marli Gonçalves
 
 
Postado por Da redação em 25/01/2012 às 13:26
Brasil sexta economia do mundo (superando pela primeira vez o PIB da Inglaterra); a balança comercial brasileira registrou, em 2011, superávit de quase US$ 30 bilhões, o maior nos últimos quatro anos, com um aumento de 47,8% (as vendas ao exterior somaram US$ 256 bilhões, um aumento de 26,8% em relação a 2010, as exportações brasileiras atingiram a marca histórica de US$ 1 bilhão por dia útil): China, Estados Unidos e alguns países da África foram os principais destinos das exportações brasileiras; aumento real do salário mínimo (com um reajuste acumulado em dez anos de 65,96%) cujo novo valor é de R$ 622. Em relação ao anterior (R$ 545), o novo valor representa um aumento nominal de 14,13% e de 9,2% reais, descontada a inflação de 2011. Tais foram as principais notícias econômicas na primeira semana do novo ano. Um 2012 cor de rosa para o Brasil, no meio da espetacular crise econômica mundial?

Diga-se de saída que, com o reajuste, segundo os cálculos oficiais, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 20,73, e o valor (medio) pago pela hora de trabalho será de R$ 2,83. Isto não leva em conta o ainda volumoso trabalho dito “informal” (em negro) ou temporário, com remuneração bem menor ainda. E R$ 2,83 (US$ 1,50, aproximadamente) por hora continua sendo um salário de miséria, entre os mais baixos do mundo. O poder de compra do novo salário mínimo chega a 2,25 cestas básicas, uma relação que é a maior desde 1979, com a ressalva de que os produtos da cesta básica e suas respectivas quantidades mensais, diferentes por regiões, continuam definidos pelo Decreto 399 de 1938 que, tres quartos de século depois, continua em vigor, como se em 75 anos as necessidades sociais não tivessem mudado, em especial em matéria de moradia e de transporte nas grandes cidades (em 1938 a maiora da população brasileira era agrária, hoje é esmagadoramente urbana). Brasil ostenta o nada invejável recorde de um dos transportes públicos mais caros do planeta (o que não se corresponde em absoluto com sua qualidade), tanto o urbano quanto o inter-urbano (hoje, diferentemente da década de 1930, quase todas as famílias trabalhadoras brasileiras estão divididas e espalhadas geograficamente, separadas por enormes distâncias, devido à desigualdade do desenvolvimento regional).

Isso sem contar as oficialmente calculadas 800 mil famílias (5 milhões de pessoas) que vivem em condições de miséria absoluta, um número aquém da realidade, em que pese 325 mil dessas famílias estarem incluídas nos programas e benefícios sociais do governo Dilma, que afirma querer “um país de classe média que consuma e seja capaz de produzir”. “Ser capaz” é uma coisa, “produzir” é outra: os “programas socias focalizados’ (o “Brasil sem Miséria” é o último de uma longa lista), que se ampliam constantemente, evidenciam justamente a incapacidade do Estado brasileiro para incorporar a massa miserável a um processo de desenvolvimento econômico baseado na produção. E a “classe média” (ou “classe C”)? Vejamos.

Os investimentos continuam estagnados, e a produção, extensiva e cada vez (percentualmente) mais primária (soja, sobretudo para o mercado chinês, minério de ferro, petróleo), está voltada ao aumento das exportações, para nichos cuja capacidade de compra pode (e deve) cair abruptamente com o aprofundamento da crise mundial. As importações, por sua vez, alcançaram US$ 226 bilhões, ou seja, 24,5% a mais do que o registrado no ano passado. No segundo semestre de 2011, houve queda significativa da demanda de crédito do BNDES para compra de máquinas e equipamentos, indicando queda absoluta do investimento privado, especialmente industrial.

Isso repercute diretamente no salário médio (não o mínimo) que, contrariamente à propaganda governamental, tem sofrido queda real nos últimos anos, pois, para um salário médio industrial de R$ 1700 (mil dólares), ele é de R$ 1440 no setor de serviços, e de R$ 1300 no setor comercial, setores estes que avançam percentualmente no emprego total devido à “primarização” da economia brasileira. Se compararmos com a combalida e “superada” Europa, nesta, com serviços públicos universais, fala-se (com repugnância) na “geração mil euros”, a geração submetida aos empregos-lixo pagos mil euros por mês: no Brasil “emergente e superador”, com serviços públicos deteriorados ou inexistentes, o salário médio não supera 600 euros (o mínimo, percebido por um percentual enorme da população, só agora superou os 200 euros, devido à desvalorização do euro).

Para piorar as coisas, em meio às notícias “alvissareiras”, e com menos estardalhaço, “por ordem da presidente”, o governo promove, em 2012, um corte no orçamento de R$ 60 bilhões, superando os R$ 50 bilhões de 2011, visando o cumprimento da meta cheia de superávit primário, de 3,1% do PIB. Nada de requalificar os serviços públicos e oferecê-los a dezenas de milhões de brasileiros, hoje sem acesso a eles. Dilma Roussef já disse que o governo não pretende reajustar os salários dos servidores públicos, sob o argumento de que seria necessária austeridade fiscal para enfrentar a crise econômica mundial, a mesma contra a qual o Brasil estaria, supostamente, blindado. Ora, as próprias estatísticas oficiais demonstram que os gastos do governo com o pagamento de pessoal têm caído (muito) em proporção ao PIB. Os gastos com pessoal (ativo e aposentado), na conta Receita Corrente Líquida da União, caíram de 56,2% em 1995, para 33,3% em 2010. O projeto de lei orçamentária de 2012, encaminhado pelo governo, prevê uma redução nos gastos com pessoal, proporcional ao PIB, de 4,89% em 2009 para 4,15% em 2012, uma queda de 0,75% do PIB (que se incrementou em mais de 10% nesses anos).

Ao lado disso, os gastos com a dívida, incluindo pagamento de juros e amortizações, consumirão 22,37% do PIB em 2012, ou seja, mais do que o quíntuplo dos gastos com servidores públicos. Em 2009, esses gastos somaram 20,17% do PIB. Ou seja, há um decréscimo no gasto com pessoal (serviço público universal), e há um aumento no pagamento dos juros. Os aumentos nos “gastos sociais” (programas focalizados, não universais), que não consomem mais que 0,5% do PIB, são financiados com uma fração pouco significativa desse 2,20% do PIB pago “a mais” aos especuladores financeiros (nacionais e internacionais). Em 2011, foram gastos com o pagamento da dívida (juros, encargos e amortizações) R$ 656 bilhões.

Apesar de ter aumentado a previsão da receita em mais R$ 32,1 bilhões em relação ao projeto enviado pelo governo, o orçamento 2012 não inclui qualquer índice de reposição para os servidores públicos, mantendo apenas a previsão para cobrir as correções salariais dos acordos firmados em 2011 entre os sindicatos e o Ministério do Planejamento (MPOG), atingindo quase 950 mil servidores públicos federais. Também não se prevê dotação para reajuste das aposentadorias e pensões do INSS. O governo tem se mantido irredutível diante da corrosão salarial dos servidores públicos. Nem mesmo os servidores do judiciário, que há dois anos lutam por reajuste salarial, tiveram suas reivindicações atendidas. O mais importante: o orçamento também manteve a previsão para o pagamento de juros, encargos e amortizações da dívida pública mobiliária, que totalizam R$ 1,014 trilhão para 2012 (mais de US$ 600 bilhões), ou seja, quase metade do orçamento total, de R$ 2,150 trilhões.

Detalhe significativo foi o aumento do Fundo Partidário, que recebeu mais R$ 90 milhões em relação ao projeto original, totalizando R$ 324,7 milhões para 2012, garantindo uma gorjeta a mais para a cooptação governamental (inclusive de alguma “esquerda”). O programa de garantia de preços mínimos, gerenciado pelo Ministério da Agricultura, passou de R$ 600 milhões para R$ 900 milhões, para cobrir “sojeiros” e canavieiros das eventuais oscilações que a crise provoca no mercado mundial. Para isto (para o capital e seus lacaios), não há “corte”, mas incremento.

A “frente externa”, por outro lado, não é o componente principal da bomba de tempo da economia do Brasil, do mesmo modo que acontece em todos os “emergentes”. A dívida pública brasileira representa hoje 36,6% do PIB, menos da metade do que a da França (85,4%) ou a da Alemanha (81,7%), para não falar dos 163% da  Grécia, 120% na Itália, ou 108% na Irlanda; predominantemente interna, no entanto, ela arrasa com o investimento e o serviço públicos do Brasil.

A dívida privada brasileira, por outro lado, é estratosférica, proporcionalmente superior à dos EUA na fase prévia à crise de 2007-2008. E é refinanciada com juros que não admitem comparação com nada que exista no planeta: a taxa anual de juros do cartão de crédito no Brasil é, por exemplo, de 238%, contra uma média que oscila entre 30% e 40% no restante da América Latina (na Argentina, a mais alta, ela atinge 50%), e é muito mais baixa nos países-epicentro da crise mundial (EUA, Europa, Japão) com taxas de juros vizinhas de zero. A capacidade de refinanciamento está chegando ao limite (em vários setores, já chegou)  em condições em que o horizonte brasileiro está tingido pela desaceleração econômica. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma expansão do PIB entre 4% e 5% em 2012, mas os dados do Relatório de Inflação do Banco Central reduzem o percentual a 3,5%. Estimativas “privadas” vão abaixo disso.

Os “emergentes”, com China e Brasil no centro, entram na crise menos pelo “contágio externo” do que pelas suas próprias (e explosivas) contradições internas, acrescentando o último elemento à catástrofe mundial do capital. A hora da rebelião do proletariado brasileiro, que está chegando, pô-lo-á de cara com as contradições não resolvidas da constituição republicana da nação e, ao mesmo tempo, com a necessidade da unidade com a América Latina e com a rebelião dos trabalhadores do mundo todo.
 
 
Postado por Da Redação em 25/01/2012 às 13:24
Fracasso, falência não escolhem idade de empresa.
 
As estatísticas mostram que o desaparecimento de empresas nos primeiros anos de vida é alto, mas não mencionam que temos poucas empresas centenárias, o que mostra que a maioria não resiste à passagem da segunda para a terceira geração. Claro, quando sobrevivem à primeira!
 
Uma empresa recém-criada não resistir às exigências de mercado é mais fácil entender do que uma empresa que sobreviveu, muitas vezes, mais de cinqüenta anos.
 
Gestão é feita por pessoas, num mix de conhecimentos, ideais, crenças, interesses, num ambiente em notável mutação.
 
Um dos problemas visíveis em organizações consolidadas é o conflito de gerações.
 
A luta individual pela sobrevivência leva gestores a evitar e afastar ameaças, a formar alianças politicamente fortes e tecnicamente fracas, negligenciado situações de risco.
 
A negligência sempre fragilizará a companhia, quer a decisão não tenha sido tomada por medo de fracasso ou por conveniência momentânea.
 
Problema não visto é dor não sentida, afinal o que os olhos não vêem o coração não sente. Não é assim o velho ditado?
Não, em gestão as coisas são bem diferentes. O que os olhos não vêem o caixa sente!
 
Às vezes a negligência acaba sendo confundida com a incompetência.
A falta de competência quando percebida pode ser evitada e os problemas corrigidos.
Competência está ligada a habilidades, portanto por ser melhorada com treinamentos, informações, procedimentos e orientações.
 
O lado negro da questão é quando a incompetência se dá por ignorância.
A palavra ignorância o incomoda?
A mim também, não pelo seu uso inadequado e pejorativo, mas pela brutal fragilidade que a palavra expressa.
Ignorante é aquele que não sabe, não tem conhecimento.
 
Imagine uma pessoa que perde seu emprego, apanha toda indenização, saldo do FGTS, e aplica tudo num negócio com o qual não teve o menor contato antes. Suas chances de sucesso são substancialmente inferiores às de fracasso.
 
Por que o conhecimento é fundamental e ainda determinante na gestão moderna se a regra “quem tem a informação tem o poder” já não é uma verdade absoluta?
 
Velocidade na tomada de decisão é crucial, mas esta só pode acontecer com informação.
 
A distância entre o que se ensina nas faculdades e a realidade de mercado têm aumentado, felizmente temos na internet uma rica e maravilhosa fonte de informação.
 
Um aspecto que tem que ser melhorado, para que nossas empresas aumentem suas chances de sucesso, é a competência.
Competência está relacionada ao uso e aplicação.
 
Ninguém aprende a nadar apenas lendo um livro sobre estilos. Para aprender a flutuar é necessário entrar na água.
 
Líderes, supervisores, gerentes, precisam encontrar as razões da incompetência para poder agir, e mais, eliminar a negligência para suceder.
 
Em algum canto nas organizações elas estão presentes, em maior ou menor grau. Identificá-las e estruturar um plano de ação para correção é papel do gestor.
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
 
 
 
Postado por Da redação em 25/01/2012 às 13:18
O atendimento às suas próprias necessidades fez com que o homem desenvolvesse meios de troca.
 
Ao observar vantagens no escambo, do que lhe excedia por aquilo que precisava, empenhou-se na produção de uma quantidade maior ainda, aumentado sua capacidade de troca.
 
Entendendo que era possível expandir os negócios empreendeu viagens.
 
Essa é a lógica que o mantém ativo.
 
A complexidade do controle das operações fez com que desenvolvesse métodos de avaliação, as quais utiliza e descarta com enorme frequência.
 
Nenhum gestor ou estudioso da área de administração seria capaz de inventariar a variedade de métodos que foram criados sem dificuldades.
 
Pouco provável que um empreendedor possa dizer quais foram implantados em sua empresa e rapidamente esquecidos.
 
As organizações, de modo geral, demonstram enorme fragilidade no quesito controle.
 
Nós, brasileiros, que vivemos nefastos períodos inflacionários, sonhávamos com a queda significativa da inflação para que nossos controles de custos pudessem ser aprimorados. O fato é que hoje vivemos com índices substancialmente menores e os debates sobre os métodos, sistemas e controles dos custos evaporaram.
 
O comprometimento com o uso e melhoria desse item nos sistemas de gestão integrados, ERP (Enterprise Resource Planning), caiu de modo geral, e o uso de planilhas eletrônicas têm sido a tônica.
 
É interessante que o anúncio de oportunidades de contratação não solicita candidatos com “profundos conhecimentos de gestão e domínio de planilhas eletrônicas”, mas pessoas com conhecimentos na área e profundos conhecimentos das planilhas.
 
Estamos substituindo o planejamento pelo planilhamento.
 
A análise tem sido negligenciada por conta da complexidade no desenvolvimento da tarefa.
 
A beleza do processo, para quem está envolvido, não é atender as necessidades com valores numéricos significativos, mas agilizar a obtenção de dados.
 
Onde está o lado empreendedor nesse caso?
 
No desenvolvimento de soluções complexas, exercitando a inteligência, superando as dificuldades de processamento.
 
Onde está a fragilidade?
 
O gestor que recebe os relatórios quando questiona discrepâncias tem como resposta que esses são os resultados das fórmulas, como se estas fossem a panacéia.
 
A brutal dificuldade para se obter relatórios no passado  foi substituída pela facilidade de geração de dados instantâneos.
 
Isso pos fim ao conceito e função do analista.
 
Hoje podemos ser operadores, analistas e decisores.
 
O que observo é que operamos apressadamente, pouco analisamos e decidimos com grande fragilidade.
 
Dados não são informações.
 
Em gestão, a luz do empreendedorismo muitas vezes se encontra apagada.
 
A secretária que controla o caixa, sem conhecimento de operações bancárias, toma onerosas decisões de empréstimos.
 
O iniciante que tem sob seus ombros a responsabilidade do PCP deixa máquinas paradas porque não tem conhecimento da complexidade das operações e poder de decisão para comprar uma simples peça que custa alguns poucos reais.
 
Analisando a cobertura de mercado nos deparamos com a seguinte situação:
 
Maria, responsável pelo acompanhamento da carteira de clientes, informou ao seu gerente que o cliente  João, naquele mês, também não faria reposição.
 
O gerente, chateado, apenas murmurou: - De novo!
 
Pedimos o telefone para fazer contato com João. Nossas chances de obter algo novo eram maiores do que se alguém da empresa fizesse o contato.
 
Não havia mistério a ser descoberto. João estava aborrecido com o baixo giro dos produtos que havia comprado e ainda estava com algumas peças com defeito, cuja troca prometida não ocorrera.
 
Depois de algumas ligações do gerente para sua equipe de administração de vendas e para o representante comercial, chegamos à conclusão que todos sabiam do problema. A informalidade prevalecera e o fato não fora registrado.
 
A informação se foi e com ela o cliente.
 
A luz do empreendedorismo o conquistara, sua sombra o perdera.
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
Free e-book: Prospecção de clientes e de oportunidades de negócios
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
ivan@postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
 
 
 
Postado por Da redação em 23/01/2012 às 15:06
Fim de ano é tempo para refletir e iniciar novos caminhos.

Os mais velhos têm o dever de ajudar os mais jovens a buscar o sentido essencial das coisas.
Seguem-se dez dicas que me parecem úteis para o cotidiano:

1 – Não ser avaro da palavra. Falar com as pessoas que estão a nosso redor. Uma palavra de estímulo, no momento preciso, pode valer mais que um tesouro.

2 – Na vida do Direito, uma coisa é a lei abstrata e geral. Outra coisa é o caso concreto, dentro do qual se situa a condição humana. É sábio o juiz que tempera a lei com um olhar de ternura.

3 – Para as pessoas, na sua vida particular, o mesmo princípio é aplicável quando se trata da lei moral. A Moral não existe para escravizar, mas para libertar.

4 – É bom que os cidadãos em geral conheçam um pouquinho de Direito porque todas as pessoas, de alguma forma, acabam envolvidas no "universo jurídico".

5 – Conselhos aos advogados – Comprometer-se com a defesa da dignidade humana; ser fiel ao cliente para salvaguardar o contraditório; enfrentar todos os obstáculos e perigos a fim de manter-se independente à face dos Poderes e dos poderosos.

6 – Conselho aos que estão em dúvida se ingressam com um processo na Justiça – Se for possível, evite a demanda. Um acordo razoável é quase sempre melhor que o litígio incerto e caro.

7 – Conselho aos Poetas – Visitem os tribunais. Tentem convencer os juristas para que coloquem Poesia no Direito. O Direito e a Poesia são vizinhos,  a Poesia engrandece o Direito.

8 – Conselho ao Povo organizado – Exigir que os magistrados tirem as vendas de seus olhos, quando essa venda impedir de ver o sofrimento dos jurisdicionados. O juiz está de olhos vendados para não favorecer por simpatia  ou perseguir por animosidade. Se por olhos vendados se entende a Justiça incapaz de perceber as dores humanas, pobre do povo que tem essa justiça.

9 – Conselho aos legisladores municipais, estaduais e federais – Sejam cuidadosos na feitura das leis. Boas leis são importantes para que o país progrida e o povo seja feliz.

10 – Conselho a mim mesmo – Não esquecer o rosto de Edna, a grávida que eu libertei. Que a lembrança desse rosto me socorra nos momentos de desânimo ou tristeza. Que eu guarde sempre sua lição de generosidade, ao prometer que seu filho, se fosse homem, teria o nome do juiz, promessa que não se cumpriu porque deu à luz uma menina que se chamou Elke, em homenagem a Elke Maravilha.
 
João Baptista Herkenhoff, magistrado aposentado, professor na Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo e escritor. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage: www.jbherkenhoff.com.br
 
 
Postado por Da redação em 23/01/2012 às 15:05
Embora a Constituição Federal determine que homens e mulheres sejam iguais e proíba discriminações, essa igualdade é ainda um ideal a ser alcançado.

Por este motivo, creio que o tema “igualdade dos sexos na Justiça” mereça ser discutido, principalmente nas Faculdades de Direito.

Uma forma didática de tratar desta matéria é promover o debate a partir de casos judiciais.

Ofereço com esta finalidade alguns casos com os quais me defrontei, no exercício da magistratura.

A primeira sentença que desejo registrar aqui foi a que proferi acolhendo o motivo de relevante valor moral no ato de um acusado que feriu o agressor de sua irmã Ana Célia, uma prostituta. Prostituta existe para ser abusada, não tem direito de ser socorrida por um irmão? É óbvio que tem esse direito, é pessoa, não é coisa.

Numa segunda decisão, absolvi Jovelina que matou seu companheiro. A vítima jogou água quente e um vidro de pimenta na desditosa mulher e depois passou a bater na companheira com uma panela. Reconheci a excludente de legítima defesa no ato praticado e proferi absolvição sumária, livrando Jovelina até mesmo da humilhação do julgamento perante o Tribunal do Júri. O Ministério Público recorreu, como era de seu dever na hipótese, mas o Tribunal de Justiça confirmou a sentença absolutória de primeiro grau.

Num terceiro decisório, excluí das malhas do processo penal a pessoa de Marlene, mãe de um menor envolvido num atropelamento.  Argumentei: “Sendo a responsabilidade penal, de natureza pessoal, é intransferível. A condição de inimputável do agente – um menor – não autoriza a chamada, ao processo, da mãe do mesmo. Quanto à responsabilidade civil, é outra matéria, a ser apreciada pelo juízo competente.”

Num quarto caso, fundamentei no zelo com que Isabel cuidava de Moacir, seu irmão, doente mental, a razão para libertar Moacir de um processo. Este segurou o braço de uma criança, mas nada lhe fez. A menina ficou assustada, ou porque estranhou a fisionomia do paciente, ou porque conhecia sua condição de insano. Na minha presença, Isabel disse que seu irmão não oferecia qualquer perigo e que ela, que sempre estava atenta aos passos dele, redobraria sua vigilância depois do fato que havia acontecido.

Numa outra decisão assegurei visita íntima de companheiro a uma presa provisória que estava sob minha jurisdição. Não me cabia disciplinar a matéria, em caráter geral, pois juiz das execuções criminais não era, mas tinha competência legal para decidir sobre o pleito de uma acusada que estava submetida a processo sob meus cuidados. Argumentei, no meu despacho, que a prisão não subtraía da requerente o seu direito ao exercício da sexualidade. Quanto a engravidar, somente à presa competia decidir sobre este tema. Não tinha razão jurídica o óbice que se opunha às visitas íntimas justamente sob a alegação daquilo que indevidamente se chamava de “risco de gravidez”.

Gravidez não é risco, é um ato livre. Aproveitei a oportunidade do despacho para fustigar o sistema, observando que a mulher não é “sujeito” na estrutura do sistema carcerário, como não é “sujeito” na arquitetura social. A presa tem o direito de “ser mulher” em toda a sua extensão. Finalmente, abrangendo homens e mulheres, fechei meu despacho afirmando que o direito a visita íntima é importante para a reabilitação do encarcerado, pois conduz ao sentimento de pertença ao gênero humano.

Finalmente devo citar, não uma sentença, mas um procedimento adotado em diversas comarcas do interior do meu Estado. Para que esse procedimento seja entendido é preciso dizer que ocorreu no final da década de 1960 e princípios da década de 1970.

Encontrei, em diversas comarcas do interior do Espírito Santo, listas de jurados com uma presença inexpressiva de mulheres. Nessa época, essa discriminação da mulher não ocorria apenas em terras capixabas, o que podia ser constatado pela simples leitura dos jornais. Em tal situação, os tribunais do júri eram, na verdade, tribunais masculinos. Com habilidade, não impondo simplesmente (com invocação do argumento de autoridade), mas conversando, conseguimos alterar substancialmente a distorção, nas comarcas em que essa distorção estava aparecendo.
 

João Baptista Herkenhoff, 75 anos, magistrado aposentado, é Professor da Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo, palestrante e escritor. Acaba de publicar Curso de Direitos Humanos (Editora Santuário, Aparecida, SP).
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
Homepage: www.jbherkenhoff.com.br
 
 
 
Postado por Da redação em 23/01/2012 às 14:52
Na era do lucro especulativo, onde empresas, uma após outra, naufragam em seus endividamentos, sem apoio e incentivos para sobrevivência, lucro é um tema que não se esgota.
 
Um dia, após a publicação de uma matéria que eu havia escrito sobre o assunto, li as críticas. Apareceram opiniões a favor e contra os lucros.
 
Umas diziam que lucro é um direito do empresário, a justa remuneração pelo investimento e pela disposição ao risco, outras criticavam o excesso de lucros das empresas. Algumas criticavam o capitalismo selvagem, cujo único objetivo é o lucro. Havia uma que dizia que uma empresa não precisa ter lucro, o que não pode é ter prejuízo.
 
Lógicas ou ilógicas, as frases sempre determinavam um posicionamento mais ou menos apaixonado. Poucos foram os comentários isentos de emoção.
 
Num debate sobre a questão, um empresário fazia a seguinte colocação com humor: “Lucro no mercado brasileiro é uma realidade ou lenda?”.
 
Vemos os impostos levarem mais de 30% de todo o fluxo de dinheiro que circula pela empresa, os juros levam aos bancos mais de 5% do montante, os custos levam aos fornecedores de materiais e serviços mais de 50% do valor, e à empresa resta no final menos de 5%, depois de uma longa caminhada.
 
O fato é que para atingir o ponto de lucro a organização deve percorrer um longo caminho até superar o ponto de equilíbrio, onde as receitas e despesas se igualam. O famoso break-even-point .
 
As empresas dificilmente atingem o ponto de equilíbrio até operarem acima de 65% de sua capacidade. Há uma série de compromissos fixos que devem ser pagos ocorram ou não vendas. Aluguéis, energia elétrica, despesas com comunicação, pessoal administrativo, combustíveis, material de escritório são demandas mensais, com mínimo gasto mensal, ocorram ou não receitas.
 
Quando se trata de indústria, os compromissos fixos são substanciais, com um agravante, limitações nos picos de produção.
 
Nas indústrias, com uma série de máquinas para fabricação, as limitações podem ocorrer em setores diversos, em função das características de seus produtos. Estas limitações são denominadas gargalos.
 
Uma indústria têxtil, por exemplo, pode fabricar tecidos, cortá-los, bordá-los, estampá-los e costurá-los.
Se a demanda por tecidos bordados for extremamente alta, a limitação para atendimento dos pedidos (gargalos) pode-se se dar nesse setor, ao passo que se a demanda for muito alta por tecido estampado, aí é que poderá estar o gargalo.
 
À medida que a empresa supera seu ponto de equilíbrio entra na zona de conforto, onde os lucros aparecem sem necessidade e ansiedade por novos investimentos, contudo o sucesso interrompe esse estágio.
 
Uma indústria operando acima de 80% de sua capacidade de produção começa a sentir os efeitos da queda de produtividade, da quebra de máquinas, da ineficiência operacional, requerendo um maior esforço para manter a mesma lucratividade.
 
É evidente que nenhum empresário não se sentirá feliz por ver sua empresa crescendo e prosperando, mas se sentirá preocupado seguramente, pois poucos são os meios para financiamento do crescimento da produção com juros razoáveis.
 
Em muitos países os juros para compra de equipamentos não ultrapassam 6% ao ano, ao passo que no nosso mercado estes são o dobro ou o triplo dos internacionais.
 
Imaginar que a zona de conforto de lucratividade está numa faixa de 15 a 20 % do uso da capacidade, num mercado que pouco incentiva o crescimento, é mais um motivo para se defender o direito ao lucro, não fosse este inerente aos negócios.
 
Não acredita nisso?
 
Abra uma empresa, trabalhe um ano, faça-a crescer, invista seus recursos, seu tempo, seus domingos e feriados e voltamos a falar.
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
 
 
 
Postado por Da redação em 23/01/2012 às 14:51
 Termina um ano, começa outro. 2.012 está ai!
 
Estará tudo bem ano que vem?
 
Diz o noticiário, de tempos em tempos, que empreendedores estrangeiros com negócios no Brasil, apesar de voltarem a ganhar dinheiro não planejam investimentos substanciais em nosso mercado, e mostram nítida preferência por países asiáticos, China e Índia, onde os resultados são substancialmente maiores. Perdemos muitas fábricas e empregos por esse motivo.

Não tenho apenas tratado desse assunto em textos, como já conduzi o fechamento de operações fabris por essa razão, depois de meses de luta para reverter o panorama.
 
O mundo capitalista sabe que o dinheiro é esperto e covarde: aparece sempre nos bons momentos e some ao menor sinal de perigo. Isso não será mudado. Essa é a sua natureza!
 
O adiamento do crescimento sustentado torna o Brasil um país inviável pela queda de representatividade de seu PIB frente à economia globalizada, pelo sucateamento do parque industrial, pela baixa qualidade dos produtos frente às novas tecnologias.
 
Um país com estradas e porto precários, que provocam atrasos nas entregas dos pedidos e desperdícios, com produtos tecnologicamente defasados, com altos custos, não pode pretender ser competitivo no mercado internacional.
 
Isto pode parecer apenas manchetes estampadas em nossos jornais, contudo essa é a realidade de nosso mercado, a qual não é percebida em sua totalidade pela paralisia que vivemos há anos.
 
Voltados ao mercado interno, sem modelo exportador, os bons momentos da nossa economia não nos permitem ver nossa fragilidade frente à globalização e avaliar nossa competitividade.

É importante saber que aquilo que não exportarmos, logo estaremos importando.

As razões são muito simples: Tecnologia defasada, baixa escala produtiva que afeta os preços, marcas sem notoriedade, moda, conceitos, são aspectos que levam o consumidor a buscar novas experiências.
  
Representar as empresas junto ao governo, discutindo a carga tributária, as altíssimas taxas de juros, os problemas de infraestrutura, é papel dos sindicatos e associações de classe, os quais exigem a participação de nossos empreendedores para uma discussão ampla já, contudo há temas internos que precisam ser tratados e estão ao alcance dos gestores para ação imediata.
 
Produtividade é um tema sobre o qual falamos, mas temos que praticá-lo. Desperdícios são inaceitáveis. Marketing é matéria a ser aprendida.

O debate e avaliação de nosso desempenho têm que ser diário. Metas de melhoria e crescimento têm que ser estrategicamente estabelecidas, atribuições aos colaboradores tem que ser delegadas e seu acompanhamento efetivamente realizado.
 
Rentabilidade do capital investido nas empresas é questão determinante do futuro. A forma como produzimos, como alocamos a mão-de-obra nas empresas, os métodos de trabalho que usamos os mercados em que os produtos são colocados, a forma como são vendidos, são aspectos que influenciam a lucratividade e a rentabilidade do capital aplicado.
 
Esses temas são acessíveis a todos os gestores, contudo o que nos falta é o exercício e o debate.

Planejar, controlar, questionar, reivindicar, nos leva a sermos mais combativos , seja nas questões internas das empresas , seja na abertura de novos mercados.

As dificuldades que enfrentamos para competir no mercado externo nos colocam frente às nossas ineficiências, em cheque com nossa cultura na solução de problemas e da morosidade na tomada de decisão.
 
Nossas empresas não podem viver apenas de alguns bons momentos de mercado, de bolhas de consumo, desenvolvendo um mercantilismo ponto a ponto. É preciso um plano estratégico de atendimento ao mercado, de exploração de oportunidades e de crescimento sustentado.
 
Encontramos no país ilhas de excelência, onde se destacam empresas, regiões e ou segmentos de negócios, então temos que usar a máxima de mercado: ”Se alguém pode fazer então todos podem”.
 
Aprender com modelos vencedores, abrir debates sobre eficiências e ineficiências, é a única maneira de tornar as nossas empresas competitivas, fazendo com que o mercado brasileiro seja atrativo ao capital externo e o mundo interessado em nossos produtos.
 
Sem uma radical e efetiva mudança de comportamento, sem profundos e imediatos debates, muitas empresas não só deixarão de competir pela “medalha de ouro” como estarão fora das próximas “olimpíadas” de mercado.
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
 
 
Postado por Da redação em 18/01/2012 às 12:42
A cidadania é exercida em nível nacional, estadual, municipal e também nos bairros, nas associações, nas escolas.

É importantíssimo o exercício da cidadania em plano nacional. Cite-se, como exemplo, o vigor de uma eleição presidencial.  Que coisa expressiva e séria é o próprio povo escolher, por via direta, o Presidente da República.  

Por ocasião das eleições presidenciais, todas as grandes questões nacionais podem e devem ser debatidas.

Não obstante a importância do exercício da cidadania, em plano nacional, é sobretudo no âmbito das relações mais próximas da pessoa que se efetiva a cidadania.

O Brasil é uma República Federativa.  Isto quer dizer que o Brasil é um Estado federal.  Estado federal é aquele que é constituído pela união de Estados, tendo cada um autonomia política e administrativa.

Essa autonomia consiste no seguinte: cada Estado da Federação Brasileira é regido por uma Constituição votada dentro do próprio Estado. No âmbito de cada Estado da Federação existem os três Poderes independentes e harmônicos entre si.

O povo tem o direito de acompanhar, fiscalizar e cobrar a ação das autoridades que integram os Poderes e a administração do Estado. Nessa cobrança e nessa participação, o povo cumpre seus deveres e exerce seus direitos de cidadania.

O Poder Executivo, no nível dos Estados, é exercido pelo Governador, eleito pelo povo. O Governador é auxiliado por Secretários de Estado que ele escolhe.  Também integram o Poder Executivo Estadual órgãos da administração indireta: fundações, sociedades de economia mista etc. Com o Governador é eleito um Vice-Governador.

O Poder Legislativo Estadual é exercido pela Assembleia Legislativa, composta de deputados eleitos pelo povo.  

Quando vota num deputado o eleitor vota também no partido a que ele pertence. As cadeiras de deputados são, em primeiro lugar, distribuídas segundo os votos que cada partido obtém. Se um partido teve, por exemplo, votos para obter três cadeiras, vão ocupar essas cadeiras os três candidatos mais votados dentro daquele partido. Os eleitores devem cobrar dos partidos a fidelidade aos programas que apresentam.

O Poder Judiciário Estadual tem como seu mais alto órgão o Tribunal de Justiça. O território de cada Estado é dividido em comarcas. Cada comarca tem um Juiz de Direito. Às vezes a Comarca tem mais de um Juiz de Direito. Isto acontece com as comarcas maiores, onde a função jurisdicional (função de distribuir Justiça) é desdobrada em varas especializadas: Vara Cível, Vara Criminal, Vara de Família etc. A comarca pode abranger um ou mais de um município.

O Tribunal de Contas não integra o Poder Judiciário, embora tenha este nome de “tribunal”. O Tribunal de Contas tem como missão julgar as contas dos administradores e zelar pela correta destinação do patrimônio e dos recursos públicos.

Existe também, em cada Estado da Federação, o Ministério Público. Este órgão é formado por Procuradores, Promotores de Justiça etc. Há Procuradores de Justiça, junto aos Tribunais, e Promotores de Justiça, nas diversas Comarcas. Os integrantes do Ministério Público não estão subordinados nem ao Poder Executivo, nem ao Poder Judiciário. Por esta razão o Ministério Público é considerado, de certo modo, como um quarto poder. Compete ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Podemos dizer, sem temor de errar, que a Cidadania começa nos municípios. Neste sentido: antes de ser um cidadão brasileiro consciente (ou uma cidadã brasileira consciente), a pessoa tem de ser um munícipe consciente.
O município é a base da vida política.

Prefeitos e Vereadores têm contato direto e diuturno com o povo, bem mais que governadores e deputados estaduais e bem mais ainda que os titulares de funções públicas no plano federal.

O povo pode exercer pressão direta sobre o poder público municipal. É muito mais fácil fiscalizar os titulares de função pública no plano municipal do que no plano estadual ou federal.

O aperfeiçoamento da Democracia exige o fortalecimento dos Municípios, o aprimoramento da vida política municipal.

Os Municípios têm autonomia política e administrativa.

Da mesma forma que os Estados são regidos por Constituições Estaduais, os Municípios são regidos pelas Leis Orgânicas Municipais.

Cada Município vota sua Lei Orgânica, da mesma maneira que cada Estado vota sua Constituição.

O Poder Executivo, no plano municipal, é exercido pelo Prefeito.  O Prefeito escolhe seus auxiliares diretos (Secretários Municipais) e também os dirigentes dos órgãos descentralizados da administração municipal (fundações municipais, autarquias municipais etc.) Ao eleger diretamente o Prefeito Municipal o eleitorado escolhe também o Vice-Prefeito.

O Poder Legislativo Municipal é exercido pelas Câmaras Municipais. As Câmaras Municipais são compostas de Vereadores escolhidos pelo eleitorado local. O sistema de eleição dos Vereadores é semelhante ao dos deputados.

O Município não tem Poder Judiciário. Os Juízes de Direito que atuam nas comarcas fazem parte do Poder Judiciário Estadual.

No que se refere à formação político-social, não é tradição brasileira a influência da escola nessa matéria.

Durante longo período de nossa História, a Política era tema proibido ou considerado de somenos importância na formação do jovem.  A Educação para a Cidadania ficava fora dos currículos e da preocupação das escolas. 

O Governo João Goulart, pouco antes do golpe que depôs o Presidente, criou nas escolas de grau médio (antigos ginásios) a cadeira de “Organização Social e Política Brasileira”.  Muito bem projetada, essa disciplina tinha a finalidade de contribuir para a formação político-social do jovem, de modo que se tornasse um cidadão consciente e prestante. Tenho a alegria de ter sido, no país, um dos primeiros professores de Organização Social e Política Brasileira. Escrevi mesmo um livro sobre a didática dessa disciplina que recebeu este título: O ensino de Organização Social e Política Brasileira na escola de grau médio. Esse livro foi publicado em Cachoeiro de Itapemirim, no ano de 1963, antes portanto do Golpe de 1964. A obra, não obstante seu pioneirismo, saiu em modestíssima edição mimeografada. Eu doei exemplares que produzi a alguns professores. Entretanto, para que ficasse registrada e provada a publicação, mandei exemplares para a Biblioteca Nacional e para a Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo.

Superada a fase do regime ditatorial instaurado em 1964, votada uma nova Constituição (1988), iniciado um novo caminho na vida brasileira, a educação para a Cidadania, a formação democrática integra hoje a pauta dos grandes temas nacionais.

A escola tem um papel valioso na construção do perfil do verdadeiro cidadão.
 
João Baptista Herkenhoff, 75 anos, magistrado aposentado, Professor da Faculdade Estácio do Espírito Santo, escritor. Autor de: Escritos de um jurista marginal (Livravia do Advogado, Porto Alegre); Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória (Editora GZ, Rio); Como Aplicar o Direito (Editora Forense, Rio); Filosofia do Direito (Editora GZ); Curso de Direitos Humanos (Editora Santuário, Aparecida, SP).
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
Homepage: www.jbherkenhoff.com.br
 
 
 
Postado por Da redação em 18/01/2012 às 12:41
Empresas surgem e desaparecem todos os dias. Olhando as estatísticas vemos informações como 7% das empresas fecham no primeiro ano de atividade, 70% fecham após 5 anos de operação.

Números que realmente impressionam.
 
Não vivemos em um país que oferece qualquer incentivo ao empreendedorismo. Temos uma das maiores taxas de juros do mundo, tributação brutal, burocracia massacrante, que carrega um custo extraordinário, e pessoas sem qualquer vocação empresarial forçadas a buscar uma forma de sustento em algum tipo de atividade comercial ou industrial, por não encontrarem oportunidades no mercado de trabalho, engrossando dessa forma essas estatísticas.
 
Uma quantidade significativa de pequenos empreendedores arrisca todo o dinheiro que recebe de suas rescisões trabalhistas, incluindo o FGTS, e muitas vezes uma parte do patrimônio, sem qualquer estudo ou avaliação mais cuidadosa dos negócios que estão iniciando. O empreendedor, mesmo de uma pequena loja, terá custos para abrir e para fechar, e não será pequeno, consumindo boa parte de suas economias.
 
As ofertas de produtos e serviços são enormes hoje em dia, portanto é preciso conhecer bem o mercado que queremos atender.
 
Comentávamos entre amigos sobre um belo restaurante de massas que havia encerrado as atividades e ninguém se conformava com o desastre do empreendimento.

Não levou muito tempo para que todos concordassem em alguns pontos: a refeição demorava muito e vinha fria. As instalações eram bonitas, tinha um belo estacionamento, muitas mesas à disposição, mas o atendimento deixava realmente a desejar.
 
Uma pergunta: a que esse empreendimento se propunha?
 
A fornecer refeições, seria a resposta mais simples.
 
O que o público esperava?
 
Massas variadas, bem preparadas, saborosas, quentes e rápidas. Não necessariamente na velocidade de um fast food, mas que durante a semana o permitisse almoçar e voltar a trabalhar dentro do horário, e nos fins de semana que proporcionasse momentos agradáveis as famílias.
 
Podemos resumir as falhas observadas em duas palavras: gestão inadequada.
 
Analisando a falência de muitas empresas tradicionais, observaremos que isso não aconteceu de um dia para outro, há sempre um período de agonia que pode durar 5 anos ou mais.
 
Esse período de agonia é longo e poucos profissionais estão preparados para desenvolver um plano de cinco anos para suas empresas, mesmo que sadias.
 
Nesse intervalo, enquanto a empresa agoniza, o que mais se vê são cortes de produtos, pessoal e pequenos gastos, sem uma ativa e determinada ação no mercado e análise criteriosa da concorrência, reativando e reanimando os negócios.
 
Trocas gerenciais e diretivas, que podem ocorrer de 6 em 6 meses, são feitas para atender questões operacionais, sem que um plano efetivo tenha sido pensado e desenvolvido, desperdiçando recursos e tempo precioso.
 
Um empreendedor, em um projeto de recuperação, cada vez que debatíamos as questões financeiras dizia: “Antes de sua chegada, eu não tinha coragem de olhar o fluxo de caixa, a falta de recursos acabava com meu dia”.
Razão básica para que os recursos não tivessem melhor direcionamento.
 
Seis meses depois a situação era outra, não porque tivéssemos encontrado soluções geniais, mas porque um grupo determinado e comprometido, com um plano bem elaborado, estava agindo. Cada membro cumprindo à risca o que havia sido estabelecido.
 
Podemos resumir este fato também em duas palavras: gestão adequada.
 
Você pode evitar a falência de seu empreendimento, mas prepare-se para trabalhar muito, pois vai ter que dizer ao mercado quem é você, o que é seu produto, aonde quer chegar, porque devem recebê-lo, que retorno financeiro vai dar aos revendedores e que satisfação vai oferecer aos consumidores.
 Terá que se reunir com seus fornecedores, clientes, agentes financeiros e parceiros. Oferecendo alternativas, aceitando sugestões.
 
Não negligencie isso!
 
Bom, se achar que o mercado sabe o que sua empresa significa e que esse trabalho não é necessário, você também está certo: “Uma empresa a caminho da falência, que a poucos interessa.” 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: Ivan.postigo
 
 
Postado por Da redação em 18/01/2012 às 12:40
Desde o início dos tempos o homem sabe que sua vida será melhor com convívio harmônico e cooperativo.
 
A divisão de espaço nas cavernas, técnicas de caça em grupo, apoio para segurança, sempre foram necessários.
 
Animais agem da mesma forma, grupos fortes vivem mais, melhor e aprendem com os habilidosos.
 
Quando um grupo perde alguns caçadores mais experientes e arrojados se ressente da falta de alimentos.
 
O leão, o rei da floresta, quando expulso do bando não tem grandes chances de sucesso sozinho.
 
O homem, um ser sociável e político, cria e coloca fim em sociedades de todas as formas.
 
A sociedade empresarial, não no aspecto jurídico, mas da coletividade, necessita de objetivos, metas, alinhamento de pensamentos, condução e ações para alcançar o sucesso.
 
A cultura de uma sociedade não é algo estático, muda com as circunstâncias, com as informações e com as lideranças.
 
Encontraremos momentos em que uma determinada sociedade se mostrará mais democrática, e em outros seu perfil se apresentará mais ditatorial.
 
O exercício ditatorial costuma ter vida curta por beneficiar normalmente um pequeno grupo de eleitos, gerando desconforto na grande maioria.
 
Nas civilizações, a sensação de injustiça costuma provocar revolta, nas sociedades empresariais apatia.
 
Um grupo apático não cria, não se desenvolve, a não ser com forte motivação, e não raro, isso acontece por não estar em sintonia com a linha de comando e seus ideais.
 
Grandes adversidades produzem uma cola temporária que une as pessoas na condução de projetos de superação. Sendo isso correto, por que não se perpetuam?
 
Basicamente, porque quando o objetivo é atingido, a cola se desfaz.
 
Nossos grupos de trabalho e de estudos na escola não eram assim? Uma vez a tarefa concluída ou as provas encerradas, cada integrante não ia para um lado?
 
Empresas são sociedades fechadas. Apesar disso, podemos encontrar mais de um grupo nestas.
 
Estes grupos ou pequenas sociedades, resultado das divisões, se relacionam, cooperam, competem e invadem áreas de atuação umas das outras.
 
Empresas, como as sociedades fechadas, apesar de todo relacionamento com mercado, costumam se mostrar reativas às novas idéias.
 
Quanto mais fragmentada for a sociedade empresarial, mais dificuldade terá para desenvolver projetos e conduzi-los com sucesso.
 
Tive oportunidade de desenvolver trabalhos e workshops em empresas onde grupos fortes, que se identificavam no dia-a-dia, quando tiveram que desenvolver um trabalho sob pressão “racharam”, e os resultados foram desanimadores, enquanto grupos com menor destaque e expertise apresentaram resultados surpreendentes.
 
A diferença entre os grupos estava na motivação, interesse, comprometimento, cooperação, reconhecimento dos valores individuais e identificação coletiva.
 
Findo os trabalhos, os integrantes desses grupos bem sucedidos mostravam interesse em desenvolver outros projetos, juntos, e de manter os canais abertos para troca de informações.
 
Grupos bem sucedidos e focados em resultados experimentam o sabor de algo complexo e fantástico: “A felicidade coletiva”.
 
Essa sensação é observada em pessoas que não vêem a hora de chegar ao trabalho, de encontrar os amigos no condomínio, no clube, na própria família, onde cada integrante dessas reuniões está focado em que cada encontro seja memorável.
 
O homem precisa ter sempre em mente que a perpetuação de resultados positivos só pode ser obtida em sociedades que desenvolvem a cultura de sucesso.
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
 
 
Postado por Da redação em 09/01/2012 às 09:03
Se país rico é país sem pobreza - supõe-se - as tais mulheres ricas seriam outras, bem outras. Essas do programa parecem ser muito pobres, miseráveis, apenas equivocadas


Falta de ricas interessantes! Nunca pensei que um dia fosse chegar a notar e reclamar que há uma falta de ricas interessantes no mercado nacional, porque - convenhamos - esse grupo que está aí no tal programa é de lascar, hein? Não é possível que a gente esteja tão perdida assim, ao ponto de achar que aquelas cinco personagens que forçadamente estão juntas na produção, sejam algum supra-sumo mínimo, gotas do nada. Que elas possam ser uma amostra do ser rico, ou de qualquer outra coisa minimamente risível. Se a coisa continuar como começou, no final de mais alguns dias logo começarão a aparecer no noticiário algumas ricas de verdade, envergonhadas, saindo do país, devolvendo os bens, doando, virando Madres Teresa de Calcutá, pedindo exílio, tudo para não parecerem sequer com a unha do dedo do pé das tais ricas que, assim se intitulando ou deixando intitular, estão se expondo na vitrine - cada uma certamente com uma intenção nebulosa diferente.

Será como ver um programa de humor, tipo trapalhões, a praça de não sei quem, uma zorra total. Antes que me acusem de qualquer coisa, adianto: por mim, se aquelas maritacas ficarem meses no ar vou é me divertir muito, que já passei da fase do esquerdismo infantil contra pequenas burguesas, e adoro ver até onde vai a vaidade humana. Além de sempre achar que a gente tem de conhecer esses exemplos cabais de falta de amor próprio, temperados com exibicionismo sem limites. Também nada tenho contra o luxo e o bem-bom, ao contrário; infelizmente nem relo nele, no bem-bom, e bem gostaria, mas, bom... 

Estou surpresa - mesmo, volto a dizer - é com a lista. 

Pagava para ver toda a lista completa de nomes das outras mulheres que devem ter sido convidadas e recusaram. Queria ver as condições da proposta da produtora que executa o programa, para só conseguir pescar essas peixonas espirocadas, a caminho do alcoolismo champanhal, paraíso da tarja preta - exceção feita à Débora Rodrigues, ex-MST (!) e caminhoneira (!), que mesmo com essa sua tortuosa história, parece ser menos oca, ser mais normal. E também a menos rica. Uma deslocada, coitada. 

Existem, sim, mulheres ricas interessantíssimas. Pelo menos, existiam. Conheci algumas, pessoalmente ou de história de ouvir contar, lendas, principalmente quando trabalhei em uma publicação voltada ao AAA, na época, e quando ser AAA tinha significado. Outras ainda andam por aí, no meio criativo, empresarial, publicitário. Tem as reconhecidas no jet-set internacional. Houve as que fizeram o glamour das nossas cidades, enlouquecendo os homens, ou inventando negócios. Tem as que mesmo antes de qualquer feminismo despontaram, grandiosas, lançando modas, ditando comportamentos, acontecendo. Não consta que nenhuma delas, Lilis, Carmens, Yolandas, Bettys, Lucias, Auroras, ousassem tripudiar da inteligência e do bom senso. 

Não consta que mantivessem criados particulares como cachorrinhos, e nem cachorrinhos, filhas, namorados, amigas e bonecas como marionetes. Não consta que comessem anos de suas próprias vidas, como a Barbie decoradora faz, sumindo com pelo menos uns dez anos, e sem corar. Só esticando aqui e ali, ou insuflando umas partes do corpo, repuxando outras.

Não tenho como deixar de pensar quem são as verdadeiras mulheres ricas, até por dever do feminismo que me embala. E elas vêem aos borbotões no pensamento, embora admita que o programa de tevê que fariam talvez não tivesse tanta audiência ou mesmo graça. 

Penso nas cientistas que amealham conhecimento. Nas pioneiras que desbravam as terras e os comportamentos, deixando suas pegadas marcadas com coragem, sangue e sofrimento. Naquelas mulheres que vemos, garbosas, atravessando pirambeiras com latas d´ água na cabeça, que vivem se deslocando pela sobrevivência, senão a sua própria, a de tantos filhos que não queriam, mas que acaba tendo, um atrás do outro, soltando-os nos quintais para que sejam colhidos pelosm seus destinos. 

Vejo muitas, inclusive aquelas que ganham, marcadas em suas aparências, muitas rugas, linhas e desconsolo, parecendo ter muito mais anos do que verdadeiramente até viverão - e que não estarão mentindo as suas idades. Para essas, o tempo passa diferente. 

Mulheres que se aparecessem tomando pinga tanto quanto as tais ricas tomam suas taças espumantes não seriam chamadas para nenhum reality show.

As suas riquezas - essas sim - seriam as verdadeiramente invejáveis. Hellooooo!

Marli Gonçalves é jornalista.
 
 
Postado por Da redação em 09/01/2012 às 09:02
Um dia você acorda e tem uma ideia que julga fantástica, se apressa para ir ao escritório, chegando lá descobre que não consegue torná-la realidade.
 
Novos projetos, novas ideias, estão presentes o tempo todo.  O “estalo”, como costumamos chamar, pode ocorrer durante o sono, embaixo do chuveiro, tomando cafezinho na padaria, na sala de aula, levando uma bronca do chefe, à beira da piscina, correndo para escapar da chuva. Você não escolhe o lugar.

Naquele momento não temos a impressão de receber apenas uma luz, mas de ter todo o caminho na cabeça, com a clareza necessária.
 
A dificuldade começa quando você resolve explicar para as pessoas o que tinha em mente ou quando resolve escrever “o fantástico projeto”.

A descrição, muitas vezes, não passa da quinta linha da redação, e quanto mais o tempo passa, menos claro os detalhes ficam.

Nossa reação pode ser simplesmente deixar aquela questão de lado, nos irritarmos tentando recuperar os detalhes que acreditávamos estar em nossa mente e se apagaram, ou, muitas vezes, ficar lutando com os “flashes” freqüentes que nos provocam.
 
Quando temos uma questão pendente, a qual gostaríamos de dar um melhor encaminhamento, nosso subconsciente fica lá, sem que percebamos, procurando uma solução.

Quando a enxurrada de informações e supostas soluções vêm à tona, fica difícil registrar todos os detalhes, mas podemos usar uma técnica para acomodá-las.
 
A técnica é simples e consiste em fazer o máximo de perguntas possíveis para que possamos concatenar as ideias.
O que, como, quando, porque, onde, para quem, quem, para que, podem conduzir o trabalho, facilitando sua estruturação.

Há um ditado que diz: “Para se encontrar a resposta para uma questão basta perguntar sete vezes por quê?”
 
A condução de um problema com perguntas facilita a busca da solução, organiza o pensamento e a forma de especulação.

Um projeto capaz de responder a todas as perguntas é um projeto estruturado, onde se buscou antever problemas e antecipar soluções, portanto a técnica das perguntas aqui encontra forte respaldo.
 
Sendo isso tão óbvio, porque não aplicamos a técnica com freqüência?

Pelo simples fato que nos falta método, normalmente, para condução de questões mais complexas.

A nossa impaciência, frequentemente, não nos permite explorar e materializar boa parte de nossos pensamentos.
 
Note que em reunião e em trabalhos em equipe é muito comum a tentativa de imposição de opiniões, mais até do que de exploração de possibilidades.

Pudéssemos pegar qualquer projeto em um laboratório, ou mesmo em uma universidade, e confrontá-lo com os semelhantes desenvolvidos mundo afora, ficaríamos surpresos com as barreiras à exploração dos diferentes pontos de vista e em relação às perguntas que poderiam ter sido feitas.
 
Você já se surpreendeu com o sucesso de um projeto que já lhe tinha ocorrido, mas não levou muito a sério?
Não se preocupe, não se aborreça, você não é o único.

Impaciência, teimosia, convicção, soberba, qualquer que seja a razão, supere-a e, na próxima, vez dê mais crédito às sugestões que lhe forem dadas, principalmente quando envolverem suas ideias e comece a levá-las mais a sério.
 
Muitas garantirão o seu sucesso!
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
Articulista, Escritor, Palestrante
Postigo Consultoria Comunicação e Gestão
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
Twitter: @ivanpostigo
Skype: ivan.postigo
 
 
Postado por Da redação em 09/01/2012 às 09:01
O projeto de escolas destinadas a formar jovens para exames vestibulares revela e denuncia um projeto de sociedade do qual se extirpou uma visão universal da vida.

As escolas para vestibular são sintoma de uma organização social que perdeu os referenciais justificadores de nossa passagem por este mundo.

Aboliu-se a educação humanística, que era a inspiração dos antigos ginásios. A formação escolar não é mais lastreada pelo objetivo de abrir horizontes, desenvolver o espírito crítico, favorecer a criatividade, apostar na dúvida, pois que a dúvida é o grande caminho do pensamento. Não se lêem mais, com o devido realce e interesse, as grandes obras da Literatura Brasileira e Universal, mas resumos dessas obras, porque em exames vestibulares o que conta é saber marcar “x” na opção apontada como correta. Os resumos dão conta desse recado. É possível o candidato alcançar nota máxima numa prova de Literatura, sem jamais ter lido uma obra literária integralmente.
Não se formam mais jovens que encontrem seu papel no mundo, independente de eventual aprovação em exames vestibulares.

Mesmo quando se estuda Filosofia, em tais escolas, não se pretende com esse ensino preparar a mente do jovem para o questionamento porque o questionamento não cabe em exames vestibulares. O ensino da Filosofia é dirigido para o enquadramento.

Jamais saberão pensar com independência, grandeza e senso ético jovens egressos de escolas para vestibular, a menos que esses jovens encontrem em outros espaços sociais a oportunidade que tais escolas lhes negaram.
A fixação em exames vestibulares é tão grande que escolas circunscritas a esse papel chegam a disputar a concorrência com suas congêneres apresentando cifras de aprovação. Quando conquistam para suas clientelas colocações em “primeiro lugar” nas provas, toda uma massa publicitária exalta o feito.

Jovens aprovados em primeiro lugar serão, necessariamente, os melhores profissionais no futuro?

Ou ampliando a indagação: jovens campeões serão os mais felizes, os mais integrados, ou se despedaçarão em conflitos e frustrações porque aprenderam a supor que nossa existência é uma corrida de Fórmula Um?

Não se trata apenas de questionar as “escolas para vestibular”. Atrás dessa questão visível há um debate muito mais importante e profundo.

A que se destina a educação? Quais são as finalidades de uma escola? Que diretrizes deveremos propor aos jovens para que lhes sirvam como itinerário da existência? O grande valor que deve alimentar nossas vidas particulares e a vida das sociedades é a competição ou a cooperação?

Trata-se de matéria para longas discussões. Este texto apenas propõe quesitos elementares que suponho sejam úteis à reflexão.
 
João Baptista Herkenhoff, 75 anos, magistrado aposentado, professor na Faculdade Estácio de Sá do Espírito Santo. Autor de: Dilemas de um juiz, a aventura obrigatória (GZ Editora, 2009); Filosofia do Direito (GZ, 2010); Curso de Direitos Humanos (Editora Santuário, 2011).
E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
Homepage: www.jbherkenhoff.com.br
 
 
Postado por Da redação em 09/01/2012 às 09:00
Como conceito, monopólio seria uma situação de concorrência imperfeita em que uma empresa detém o mercado de um determinado produto ou serviço, impondo preços aos que comercializam. Monopólios podem surgir devido a características particulares de mercado, ou devido à regulamentação governamental, o monopólio coercitivo, e criam uma particularidade econômica, em que a curva de demanda do bem fica negativamente inclinada, na medida em que a demanda da firma e a demanda do mercado são as mesmas.

Para o cidadão comum torna-se de difícil percepção, pois sua predominância maior recai em camadas sociais que não consomem ou quando há consumo é em baixa escala. Além disso, varia de produtos, de serviços ou de períodos, conforme as políticas públicas funcionem mal nesses ramos de atividade. Como decorre da atuação exclusiva de uma ou de pouquíssimas empresas, não há parâmetro para auferir qualidade nem concorrência suficiente para a diminuição de valor, tornando o alto custo à principal característica do monopólio, seguido de má qualidade.

Culpada sempre pela baixa qualidade do ensino, a expansão universitária nos últimos anos no Brasil acabou com os preços escorchantes das universidades particulares. Era comum a vibração de alunos aprovados nessas instituições no dia da divulgação de resultados dos vestibulares. Também havia o enaltecimento de muitos parentes a algum estudioso por te sido aprovado em várias instituições privadas que, como hoje, tinham muitas com pouca qualidade e algumas com um bom ensino.

Esse tipo de domínio é mais sentido na indústria e no comércio. Na indústria ocorre mais em razão de peculiaridades de produto e certa limitação natural de consumidores. Já no comércio, a predominância decorre muito mais da força econômica de determinados grupos, impossibilitando outros de atuarem na mesma atividade.

Na política, existe uma variedade de componentes na formação do monopólio de algumas pessoas ou de clãs familiares, com destaque para o poder econômico, determinante na venda de falsa imagem de bons candidatos, assim como a predisposição de corrupção de quase todos. Estaria para surgir algum que gastasse mais do que receberia durante o mandato apenas por altruísmo. Hoje, as contas eleitorais apontam despesas milionárias para ganhos ínfimos. Esse dado, de clareza ululante que objetiva apenas a corrupção, está comprovado com a queda intermitente dos ministros do atual governo federal. Outra evidência são as cenas veiculadas na televisão de políticos embolsando dinheiro até nas cuecas.

Nos serviços, atualmente o abuso ocorre por conta das empresas de telefonia móvel. O cidadão não tem como escolher um preço mais vantajoso, dadas as variedades de planos e de ofertas entre as empresas. Umas cobram menos ou quase nada se a ligação for entre telefones da própria empresa, mas exorbitam nas demais ligações. 

Outras reduzem o valor de acordo com o horário da ligação, até deixarem o cidadão perdido entre aquelas que variam tudo. Ora, o cidadão tem sempre um lugar para onde liga frequentemente, seja por que nasceu, seja por que já morou ou trabalhou e não tem como escolher a operadora dessa cidade. Muitas delas nem sequer são atendidas por determinadas empresas, em respeito a regras contratuais, o que não deixa de caracterizar um monopólio. Um exemplo corriqueiro ocorre quando ao transportar uma pessoa doente para um grande centro, ao passar na cidade seguinte já não há comunicação em razão do sinal pertencer a outra operadora. Tem que haver providências para que um chip só funcione para todas as operadoras, cabendo a escolha, através de uma codificação, no momento da ligação. Ou que todas as operadoras sejam obrigadas a instalar antenas com cobertura em todo território nacional. Esse monopólio precisa ajustar-se ou ser ajustado pelo governo ou pela Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL. Não deveria haver vantagens oferecidas, mas um preço acessível a todos. Mas o fato do mercado ser dominado por poucas operadoras facilita o abuso praticado por todas.

Além de outros abusos regionalizados ou segmentados, nada se compara ao da proibição de se utilizar máquina fotográfica própria nas festas de formatura. Nenhum monopólio se sobrepõe ao dos fotógrafos. Ninguém consegue tirar fotografias com máquinas pessoais e mandar revelar no tamanho que lhe interessar, exatamente para pagar preços aviltantes aos denominados profissionais oficiais.
 
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
 
 
 
IMÓVEIS VEÍCULOS EMPREGOS DIVERSOS
Compra e Venda (69)
Locação (38)
Automóveis (30)
Motos (13)
Domésticas e Diaristas (1)
Empregos (50)
Oportunidades e Negócios (25)
Instrumentos Musicais (1)
Audio e Vídeo (1)
Informática (5)
Acessórios para Veículos (4)
BUSQUE POR IMOBILIÁRIAS
BUSQUE POR REVENDEDOR
BUSQUE POR EMPRESAS
FAZER 250
2011/2011
YBR 125 K
2011/2011
CORSA
2003/2003
CB300 R
0/0
Alugo
Comercial
Centro
Alugo
Casa-Térrea
Parque São Carlos
Alugo
Comercial
Centro
 
Blogs do Hojems
Hojems TV
 
Hojems - Grupo AGITTA Comunicação | Av. Clodoaldo Garcia, 1075 | Santos Dumont | Três Lagoas / MS | Fone/Fax (67) 3524-5030
Copyright © 2012 | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Grupo AGES de Comunicação.