Memórias
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Confira os fatos e as personalidades que marcaram a história de Três Lagoas e região. Porque um povo sem passado é um povo sem futuro.

 
Postado por João Maria Vicente em 04/02/2012 às 05:48
Radio Caçula
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Zuleide Peres Tabox, Maria Terezinha Queiroz da Costa e Ivani Pires Batiston
A foto ao lado retrata três ex-primeiras-damas de Três Lagoas. A primeira é Zuleide Peres Tabox, esposa do saudoso ex-prefeito Miguel Jorge Tabox. Dona Zuleide acompanhou Miguelão em toda a sua campanha política, mas morreu antes de assumir o cargo. Em sua homenagem, a tradicional Rua Joaquim Murtinho (mato-grossense, que foi senador e ministro da Fazenda), a que passa em frente à igreja Matriz, ganhou o seu nome. Tabox foi prefeito de 1º de janeiro de 1989, 1º de janeiro de 1993. Eles deixaram os filhos Luciene, Miguel Filho (morto em acidente automobilístico), Cláudia e Patrícia.

A outra ex-primeira-dama é Maria Terezinha Queiroz da Costa, que tem as filhas Mayra, Mayara e Maysa Queiroz da Costa, com o ex-prefeito Darcy da Costa Filho, que ocupou o cargo de prefeito por apenas um ano, de dezembro de 1995 a 31 de dezembro de 1996. Ele era vice de José Pedro Batiston, e se tornou prefeito porque este renunciou para não ser cassado.

Ivani Pires Batiston foi primeira-dama por duas ocasiões. Seu esposo, José Pedro Batiston, foi prefeito tampão (nomeado) entre 8 de abril e 31 de dezembro de 1985 e prefeito eleito de 1º de janeiro de 1993 a dezembro de 1995. O casal tem três filhos.


 
 
Postado por Da redação em 28/01/2012 às 00:32
Divulgação
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Nestas eleições, o vereador mais votado foi João Penha do Carmo, que recebeu 702 votos. Em comparação com 2008, sua votação praticamente empatou com a de Idevaldo Claudino (PT), o menos votado com 700 votos. Já o menos votado daquele ano, foi Germano Molinari Filho (PT), com 275 votos. Em relação ao mais votado de 2008, quase quadruplicou. Ângelo Guerreiro obteve 2.611 votos. No biênio 93/94, a Câmara foi presidida por Lázaro Ferreira Dutra, o Lazinho, que foi presidente também em 85 e 86. No segundo biênio (95/96), a Casa foi comandada por Manoel Mendes Marchesi, o Amigão, atual engenheiro da Agesul e que comandou o órgão quando ainda se chamava Dersul. Os vereadores desta legislatura iniciaram os trabalhos na antiga Câmara, anexo ao antigo prédio da prefeitura, na Avenida Antônio Trajano, e concluíram o mandato no atual prédio, construído pelo ex-vereador Carlos Nunes Zuque. O vereador Zuque, que foi vereador por vários mandatos, nesta legislatura ficou de fora, porque resolveu lançar candidato o seu filho mais velho, Sabino Zuque, que acabou perdendo as eleições. 

O prefeito da época era José Pedro Batiston, que foi eleito com 11.706 votos. Em segundo lugar ficou Marco Lúcio Trajano dos Santos, com 9.850 votos e em terceiro, Juracy Pereira Falco (in memorian, ex-vereadora), com 6.563. Vale lembrar que até poucos dias antes do pleito, Juracy, a candidata peemedebista - com apoio de Ramez Tebet e Cia Ltda - liderava as pesquisas, nas quais Marco Lúcio praticamente não aparecia. Batiston concluiu o mandato. Teve que renunciar para não ser cassado. O vice Darci da Costa Filho, o Costinha, concluiu o mandato. Quando eleito, Batinston tinha maioria absoluta na Câmara, mas deixou o cargo contando com o apoio apenas da Tia Nega, que se manteve fiel até o fim.

A legislatura 93/96 foi composta pelos vereadores João Penha do Carmo (PDS), José Augusto Morila Guerra (PDS), Lázaro Ferreira Dutra (PTR), Luiz Eduardo de Paula Congro (PDS, filho do ex-prefeito Hélio Congro), Visitação Veron da Motta, a Tia Nega (PTB); Manoel Mendes Marchesi (PDS), Sueli Trannin Bernardo(PDS), José Manoel Sejópoles, o Zé Mané (PDS), Walter Algusto Martinho (PTB, pai do atual vereador Jorge Martinho), Valdomiro Aguirre (PDS), Antônio João Campos de Carvalho (PTB), Ângelo Batista Neto, o Gilo (PTB), Humberto Thiago da Silva (PTB) e Germano Molinari Filho (PDT).

 
 
Postado por João Maria Vicente em 21/01/2012 às 06:53
Arquivo Pessoal
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Pretinho (de barba) com Pedrossian nas costas e, no destaque, em foto atual com a camisa do Santos
Futebol e política. É difícil encontrar algum brasileiro que não seja fissurado por, pelo menos uma destas artes que são consideradas paixões nacionais. Pois existem os que vivem intensamente as duas coisas. Pretinho (que não quis revelar o seu nome de jeito nenhum), 56 anos, é um deles. Santista doente, já dedicou o mesmo empenho pelo time do coração ao ex-governador Pedro Pedrossian e atualmente, é partidário da vice-governadora Simone Tebet é do seu esposo, o deputado estadual Eduardo Rocha. “O ‘Duardo’ pode sair até para chefe de quarteirão que faço a campanha dele”, afirma, completando também que tantas quantas vezes a Simone sair candidata, votará nela.
 
Os mais antigos devem se recordar de Pretinho nos comícios, principalmente, pelos gritos estridentes que disparava quando Pedrossian pegava o microfone. “Era para empolgar o restante da galera Quando o “doutor Pedro” chegava à cidade, lá estava o Pretinho ao seu lado. “Eu era uma espécie de cabo eleitoral especial; de confiança”, recorda-se. Ele diz que fazia a campanha de toda a turma de Pedrossian: João Leite Schimdt, Osmar Dutra e Valdomiro Gonçalves. Fazia parte também desse time, o Zé Fuzil e o Vanderlei, da Receita Estadual; Natalino Soares, o Natal, o Madrugada e a Tia Nega, entre outros.
 
Como retribuição à sua fidelidade, o ex-deputado Waldomiro Gonçalves o indicou para trabalhar na Sanesul, de onde mais tarde acabou sendo demitido, segundo diz, por ter ido contra algumas irregularidades da direção. Saudosista, reclama do marasmo das campanhas atuais. “É um tempo bom que não volta mais”, lamenta, afirmando que sente falta dos showmícios, das camisetas que eram distribuídas e dos fartos cartazes e santinhos. “O Abílio (Siqueira Campos, ex-vereador), dava almoço para 500 pessoas, mas hoje o candidato não pode dar nem água”, critica. Em relação á sua outra paixão, diz que começou a torcer pelo Santos em 1963.
 
Na década de 70 assistiu a uma partida em que o Santos venceu o Comercial, em Campo Grande, por 1 a 0, com Pelé em campo. Ele lembra que foi, de trem, para a Capital sem nenhum centavo no Bolso. Como conseguiu entrar no estádio? “Quem tem boca vai a Roma, meu pai me ensinou a pescar”, responde. Ainda sobre o santos, admite que o time perca para qualquer outro, menos para o Corinthians. “Pode perder até para o Misto, de 7 a 0”, diz. Em casa ele tem uma série de souvenires com a marca do Santos, como copo, canetas e camisas.
 
 
Postado por João Maria Vicente em 14/01/2012 às 05:23
Reprodução
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Esta semana Três Lagoas perdeu uma importante personalidade, conhecida entre os populares e também no meio político. Trata-se de Eduardo Antônio Milanez, 63 anos, chamado carinhosamente pelos amigos de Mila. Professor de Educação Física aposentado, há alguns anos ele se tornou empresário do ramo de gás de cozinha e também atuava como diretor do Colégio Objetivo.

Ligado á política, por duas vezes quase conseguiu ser eleito vereador. Acabou não obtendo êxito por conta de outros membros de sua família (grande e bastante conhecida na cidade) que também concorreram e dividiram os votos. Na primeira vez, a eleita foi sua cunhada Idinha e depois, em 92, o eleito foi José Manoel Sejópolis, o Zé Mané, seu concunhado. Nestes dois pleitos ele concorreu pelo extinto PFL, atual DEM. Em toda eleição municipal ele era sempre incentivado a concorrer para a vereança. Ultimamente ele estava filiado ao PPS e chegou a ser cotado para concorrer a uma cadeira de vereador em 2008.

Para se ter uma ideia do quanto Milanez era querido, uma pequena nota publicada no site hojems.com.br sobre sua morte foi a mais acessada do dia e a mais comentada. Figuras importantes da cidade deixaram elogios ao amigo. Dentre estes, Julinho Chaveiro, que considerou “Mila” uma referência para as famílias, para a política “e para quem sabe o significado da palavra amizade”. Outros adjetivos destacados foram: “um grande homem, digno, honesto, trabalhador, animado e bom pai de família”.

Alguns dos que comentaram sua morte no site: Eufrasia Barbosa da Silva, Fausto Noia Moreira, Edgard Júnior - Filho Dona Rute, Nilce Pires Maia, VALDOMIRO AGUIRRE, Paulo Roberto, Alex Queiroz – UFMS, Marcelo ShynaHum,  Jaqueline Cardoso, DLua,  Armando Jarouche, Professora Nilce de Souza Lima e Candido Ferreira da Silva Filho. Mila deixa a esposa, Geni; os filhos, Ana Clara ( o genro Ruy ) e Eduardo ( a nora Flávia e três netas: Gabriela, Manoela e Maria Eduarda.


 
 
Postado por João Maria Vicente em 07/01/2012 às 06:29
Arquivo Pessoal
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O campeão mundial Zequinha Barbosa com a amiga Jamile Zaguir


Entre os três-lagoenses que tiveram destaque nacional, está José Luiz Barbosa, o Zequinha Barbosa, 50 anos, o atleta de maior expressão da história do município. No seu caso, o reconhecimento rompeu as fronteiras do País, já que foi campeão mundial indoor dos 800 metros rasos em 1987, em Indianápolis (EUA). Também foi prata no Mundial de pista coberta em 1989, em Budapeste (Hungria). Em pista aberta, foi bronze em Roma (Itália), em 1987, e prata em Tóquio (Japão), em 1991. Também participou de quatro jogos olímpicos.
Há vários anos ele mora em San Diego, no estado da Califórnia (EUA), onde se formou em educação física e possui uma academia na qual dá aulas de atletismo para crianças. Casado com uma norte-americana, ele possui duas filhas e deverá vir ao Brasil – e passar por Três Lagoas – no final deste mês. Ele é formando também em jornalismo.
Mas a vida de Zequinha nem sempre foi um mar de rosas. No início da carreira, na década de 70, ele enfrentou várias dificuldades para seguir competindo tendo, inclusive, que correr descalço. 
Os seus primeiros piques foram aos 10 anos de idade nos jogos estudantis, incentivado pelos professores de educação física, Milton José da Silva, o Tó, e Verônica.  De acordo com sua irmã mais velha, Enereide Ricei Barbosa, 57 anos, ele vencia todas as provas que participava. Sua primeira corrida de maior importância foi aos 13 anos, em Corumbá. Ele venceu e recebeu várias homenagens quando retornou para Três Lagoas.  
Aos 17 anos, em 1978, foi levado para Araçatuba, apesar dos protestos da mãe, por um treinador conhecido como Primo que se encantou com seu desempenho.  Junto com ele, foi a irmã Elba, também fera nas raias.
Lá continuou ganhando todas as provas e foi levado por outro técnico para Guarulhos.  A irmã permaneceu em Araçatuba e, em pouco tempo abandonou a carreira, devido a problemas de saúde e também porque começou a namorar e, em pouco tempo se casou. 
Zequina permaneceu por três anos em Guarulhos, seguindo depois para São Paulo, onde ganhou o Troféu Brasil, aos 21 anos, dedicando a vitória à sua mãe (na época ainda viva) Livraneta de Araújo Barbosa, que criou sozinha seis filhos, já que era separada do marido. Em 1983 foi levado para os EUA pelo técnico Luiz Alberto de Oliveira. Mesmo distante, ele sempre ajudou, e ainda ajuda, a sua família que mora em Três Lagoas. A irmã Elba também mora em San Diego.

 
 
Postado por João Maria Vicente em 17/12/2011 às 02:11
Marcos Ciriaco
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O mais antigo garçom de Três Lagoas em atividade
“Já fui de tudo na vida, menos ladrão”. É o que afirma o garçom Ademar de Queiróz Silva, o Beleza, 57 anos de idade e 37 de circulação entre mesas de restaurantes. Começou aos 20 anos. Antes, só havia trabalhado como ajudante de pedreiro e como fiscal do município, por apenas um ano. O cansaço e a exploração de alguns patrões já o fizeram pensar em parar. “Mas não consegui”, confessa, afirmando que está na profissão por amor, já que não é uma carreira para se fazer fortuna. “Se for uma pessoa controlada, dá para viver bem”, diz. No seu caso, sempre procurou desfrutar do que ganha. A crítica aos patrões refere-se ao não repasse para os garçons dos 10% que costumam cobrar dos clientes.
Há cinco anos no Restaurante Müller, em julho deste ano Beleza parou de trabalhar à noite, para se dedicar ao seu próprio negócio: a venda de espetinho, em uma Perua Kombi, que fica estacionada em frente ao restaurante, a partir das 17 horas.
Embora nunca tenha casado no papel, Beleza tem filhos e netos. “Criei todos carregando bandeja”, orgulha-se.
Com tantos anos de trabalho, já passou por praticamente todos os restaurantes da cidade como, por exemplo, o Canecão, onde atualmente está a Loja Muniz Materiais de Construção; o Casarão atual Esperto São Luiz; Lanchopps, na farmácia ao lado do Itaú; o Boi na Brasa, hoje Restaurante Primavera e o Papillon.
Para Beleza, a profissão de garçom é ótima, “porque a gente lida com todo tipo de gente; de pobre a rico, de branco a preto”. Ele diz que nunca discriminou quem não tem dinheiro. “Todos têm o mesmo valor”, pondera o profissional, que tem dois certificados de melhor garçom de Três Lagoas, em 2005 e 2006. Também diz que são raras as vezes em que foi maltratado por clientes.



 
 
Postado por João Maria Vicente em 10/12/2011 às 07:32
Arquivo
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O “Tio Ari” faleceu há quase dois anos, mas o seu hot-dog continua fazendo o sucesso de sempre, sob a responsabilidade de sua filha e netos, que continuam na mesma esquina em que ele permaneceu por 18 anos, à Rua Oscar Guimarães com Bruno Garcia. O diferencial do lanche do Tio Ari, em relação aos outros da cidade, é o molho, segredo guardado a sete chaves. Apenas a viúva, a filha e os netos conhecem a fórmula, que atrai pessoas de bairros distantes para saborear o inconfundível molho.

Com o cachorro-quente, o Tio Ari sustentou sua família e adquiriu bens: casas e carros. Mas a sua vida nem sempre foi um mar de rosas. A sua história com o fast-food começou após dois desfalques sofridos como bem-sucedido empresário do ramo de madeireira: um em Três Lagoas e outro no Distrito de São Pedro, em Inocência. Com idade avançada e sem profissão definida, comprou o carrinho de um amigo, que não o ensinou a fazer o molho.
 
Foram muitas lágrimas e tentativas frustradas de acertar, até que um dia chegou à formula atual. “Os clientes dizem que os outros molhos têm um sabor diferente, que não bate com o nosso”, relata a filha Matilde José da Silva. Um dos diferenciais, segundo ela, é que fazem o molho a partir do próprio tomate e não do extrato da fruta, como os demais. “Mas esse não é o segredo”, garante. Falando em segredo, ela diz que muitos já tentaram comprá-lo, juntamente com a Perua Kombi, adquirida com muito custo. O pão também é exclusivo.

De acordo com Matilde, a meta é transferir o negócio para as gerações futuras.

 
 
Postado por João Maria Vicente em 03/12/2011 às 07:00
Arquivo Pessoal
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Francisco de Andrade em foto de 1977
Marcos Ciriaco
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O radialista em foto atual

Natural de Bauru (SP), o radialista Francisco de Andrade, 56 anos, chegou a Três Lagoas no dia 15 de junho de 1985, de onde nunca mais se mudou. Tanto tempo morando na Cidade das Águas, garantiu-lhe o direito de ser homenageado com o título de Cidadão Três-lagoense, conferido pela Câmara na noite de ontem (2), por indicação do vereador Jorge Martinho (PSD). Ele é formado em “Técnico em Estradas” pela Instituição Toledo de Ensino, mas optou por seguir a carreira de radialista, há 39 anos. Desde então é conhecido como “O Homem Amizade do Rádio”.

Quando aqui chegou, foi contratado pela Rádio Difusora, onde está até os dias atuais. Antes de sua vinda, porém, sua voz já era conhecida da população, pelas gravações que enviava de Bauru para cá. Ele foi contratado pela saudosa diretora Delcina Rosa, com quem manteve grande amizade.

Na Difusora, onde está há quase 27 anos, ele apresenta o programa que leva o seu nome, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h. Atua também na FM Cidade, do grupo Sistema Regional de Comunicação, onde trabalha há 29 anos. Lá o programa é denominado “Toca Tudo”, levado ao ar aos domingos, das 8h ao meio dia. Seus programas mesclam informações, solidariedade e músicas.

Desde 1979 Chico de Andrade é casado com Zenaira Santiago Andrade, com quem tem os filhos Priscila e Vanessa (bauruenses) e Cristófanes, nascido em Três Lagoas. Tem também os netos Isabela, Amanda e Arthur.
 
 
 
Postado por João Maria Vicente em 26/11/2011 às 02:11
João Maria Vicente
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Discografia do grupo, que surgiu em 73
Com a gravação do LP “Sentimento a um Amigo”, há 35 anos surgia em Três Lagoas o grupo Azes do Chamamé, formado pelos irmãos Moacir (acordeonista), Álvaro e Júlio (ambos violonistas). A formação original foi desfeita a partir da morte de Álvaro, mas até hoje o grupo ainda existe, sob a batuta de Moacir que, inclusive, foi o responsável pela formação e pelo nome do trio, inspirado em Los Azes del Chamamé, famoso conjunto musical paraguaio. O mais recente trabalho é o lançamento do CD “Cochilo do Pangaré”, que resultou também na gravação de um DVD. Além de Moacir, os músicos fixos atuais dos Azes são Frede (teclado e vocal), Maxsandro (vocal e baixo), João Neto (vocal, violão e baixo), Carlinhos (cantor) e Geraldinho (violão e teclado).
Músico desde os 13 anos, Moacir Cândido Dias é autodidata e toca qualquer ritmo. Seu forte, porém, é o chamamé, que prefere executar com a sanfona, apesar de tocar também bandoneon. Com a voz rouca pelo efeito do cigarro, ele nunca cantou. Aos 66 anos, sempre se manteve por meio da música, com a renda de bailes, casamentos e aniversários, e também da venda de LPs e CDs. Os dois irmãos tocaram outros projetos: Álvaro era proprietário da antiga Discolândia e Júlio era dono do Discão, lojas de vendagem de discos.
Segundo Moacir, vários músicos em atividade no município começaram com os Azes, entre os quais: Ormarzinho, Rubinho da Banda Ottoni, Jurandir, Ivan e Mané da Sanesul, que atualmente tem a sua própria banda.
Aposentado por idade, Moacir “pisou um pouco nos freios” em relação aos compromissos musicais, mas toca praticamente todo fim de semana em Três Lagoas e em municípios próximos. Um tanto quanto cansado, evita viajar longas distância. Mas convites não faltam.
O segundo disco - Seleção de Ouro - foi o que mais vendeu e as suas músicas de maior sucesso foram: Capela dos Gringos, La Taba (regravação) e Bailando em Corrientes. Ao longo de sua carreira, Moacir gravou mais de 20 trabalhos, incluindo LPs, fitas cassetes, CDs, DVDs e participações em discos de terceiros.



 
 
Postado por João Maria Vicente em 12/11/2011 às 11:23
João Maria Vicente
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Até julho de 1988 os três-lagoenses tinham a opção de ouvir apenas Rádios AM, no caso, a Difusora e a Caçula. Com uma Atena mais potente, era possível sintonizar FM de outros municípios.

Em agosto, porém, a cidade ganhou a sua primeira emissora com Frequência Modulada, a FM Cidade, pioneira também na região.

Integrante do grupo SRC (Sistema Regional de Rádio), nos primeiros anos a rádio funcionou à Rua João Carrato, na Lapa. No local atualmente funciona a empresa de ônibus ABBA TUR, mas a fachada da rádio permanece inalterada. Em 1992, foi transferida para a Avenida Olinto Mancini-2550, seu atual endereço.

Com a freqüência 102,9 a rádio atinge mais de dez cidades de MS e SP, funcionando 24 horas.

Entre outros, os primeiros locutores da rádio foram o saudoso Antônio Tamus (Graxa), conhecido como “Toninho da Propaganda”; Jason Jr., Paulo Roberto de Souza, Roque Santos e João Carlos. Também foi pioneiro o radialista Adilson Silva, responsável pela introdução do jornalismo da emissora.

 
 
Postado por João Maria Vicente em 29/10/2011 às 06:21
Arquivo pessoal
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Verte como presidente da Câmara
Arquivo
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Engraxates com uniformes patrocinados por Verter
Arquivo pessoal
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Agradecimentos dos engraxates durante desfile cívico

Nem Conselho Tutelar, nem Promotoria. Há Cerca de alguns anos o que metia medo na garotada baderneira era o temível inspetor de menores Welthe Barranuevo de Sá, ou siplesmente Verte, como era conhecido. Não porque fosse mal, mas era o responsável pelo cumprimento da Lei no que se refere a crianças na rua, fora da escola ou coisa parecida. Welthe era investigador de polícia e foi cedido ao Fórum para desempenhar a função de inspetor. Sua única filha, Nádia Angelita de Sá, não soube precisar quando o pai iniciou na atividade, “mas sei que é desde que me entendo por gente [aos seis anos de idade]”, relata.

Uma das importantes ações de Welthe, na época, foi a organização dos engraxates, que para trabalhar eram obrigados a ter carteirinha e a freqüentar regularmente a escola. Quem desrespeitava esta e outras determinações, inevitavelmente ia parar em seu gabinete, juntamente com os pais. “Os meninos morriam de medo dele”, conta Nádia. Um dos que tremia quando ouvir o nome do inspetor é o nosso chargista Gerson Henrique, que foi engraxate.

Welthe foi vereador em Três Lagoas por quatro legislatura e presidente da Câmara no biênio 79-82. Foi também um dos fundadores da Banda Mirim e colaborador financeiro da entidade. Ele selecionava os meninos, especificamente os que tinham talentos para arte. Quase sempre dava certo este incentivo para os meninos, que melhoravam em tudo: na escola, na família, o comportamento na rua e na sociedade.



 
 
Postado por João Maria Vicente em 22/10/2011 às 08:56
Arquivo Pessoal
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Figura bastante conhecida na Vila Alegre (onde sua família ainda reside) e em Jupiá (onde morou por vários anos), Alípio de Souza Vargas foi o fundador da Colônia de Pescadores Z-03, alguns anos depois de chegar a Três Lagoas em 1969, vindo de Guararapes. Sua terra Natal, porém, é Araçatuba. Depois atuar por muitos anos como pescador, com a pesca em baixa, foi trabalhar na Usina Hidrelétrica Souza Dias, mas continuava pescando nas horas de folga. Depois ele passou a ser servidor publico municipal, até aposentar-se. Por alguns anos ainda realizava a atividade pesqueira, mais como presidente da colônia de pescadores. 

A função que mais desempenhou na prefeitura foi a de responsável do serviço de asfalto, pelo piche. Por muitos anos foi encarregado do serviço de tapa-buraco e recapeamento asfáltico.

Membro da PIB (Primeira Igreja Batista), foi também o fundador da 4º Igreja Batista, localizada na Vila Alegre e por duas ocasiões concorreu ao cargo de vereador, mas não conseguiu eleger-se em nenhuma delas. 

Casado com Maria Vargas, 73 anos, há quase cinco anos seu Alípio faleceu, aos 68 anos de idade, deixando dois filhos e duas filhas, além de netos e bisnetos. Ele era diabético e teve os rins paralisados.  

 
 
Postado por João Maria Vicente em 15/10/2011 às 09:17
João Maria Vicente
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João Maria Vicente
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Um dos mais tradicionais pontos de referência da Rodovia MS-112 (Três Lagoas/Inocência), que está sendo pavimentada, é o Bar do Cazuza, localizado a cerca de 80 quilômetros do centro de Três Lagoas.
 
Mas você sabe quem é o personagem que empresta o nome ao local? Trata-se de José Rozeno Filho, 81 anos, que, de pau de arara, aos 15 anos deixou Lava de Mangabeira (CE) em direção a Três Lagoas. O porquê do apelido? “No Norte (na verdade, no Nordeste) todo José é Cazuza”, explica.

Há 48 anos o hoje aposentado se estabeleceu naquela região, onde iniciou vendendo variados produtos para fazendas até que assumiu o bar, que era de propriedade de um homem conhecido como “Senhorzão”. Com o passar do tempo acabou tendo o seu nome fixado como referência até os dias atuais. Há 16 anos o bar é administrado pelo filho mais velho, conhecido como “Japonês”. Todos os seus filhos nasceram lá.
 
 
Postado por João Maria Vicente em 01/10/2011 às 08:54
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Everaldo (teclado), Elias (guitarra), Jerominho (contrabaixo), Mário Márcio (guitarra base/vocal) e Lourival/Nenê (bateria)
Arquivo pessoal
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Jerominho em frente à antiga sede do TLC
Em termos de música, nos anos 60 e 70 houve um período em o Conjunto Musical Djangos imperava desde Três Lagoas até a região de Marília.
O Djangos surgiu a partir de outros grupos musicais, como “Os Caçulas” que tocava bolero, Fox e samba, entre outros ritmos, e num processo natural foram perdendo espaço para a Jovem Guarda, que traziam um proposta mais moderna.
Almerindo Izabel Viana, o Jerominho, 65 anos, é quem relata a trajetória dos Djangos, de quem era contrabaixista.
O grupo iniciou com o nome de Everaldo e Seu Conjunto, que por um longo período abrilhantava as noites e também as famosas domingueiras (baile das 10 ao meio dia) do TLC (Três Lagoas Clube), em seu antigo endereço, onde atualmente está a concessionária Honda.
Após nova estruturação, além de aparelhagem, o grupo ganhou novo nome. Foi quando surgiu Os Djangos.
Jerominho lembra que todos os bailes eram abertos com a música do filme italiano Django, com o ator Franco Nero. “Tocavamos tudo que era sucesso nacional e internacional: jovem guarda, rock e músicas inglesas”, relata.
Nos anos 70, os Djangos transferiram-se para Cuiabá, mas Jerominho ficou em TL. Elias e Mário também sairam. A partir daí, o baixista não soube mais o que aconteceu com o grupo.



 
 
Postado por João Maria Vicente em 24/09/2011 às 08:10
Caluníria em seu carrinho na Praça Ramez Tebet
Há 30 anos no ramo, a Tia da Pipoca é conhecida de boa parte dos três-lagoenses, desde crianças até os de idade mais avançada. Paranaibense, Caluníria Alves de Queiróz, 69 anos, chegou a Três Lagoas no início dos anos 80. Na época, seu esposo Dormantino Alves Pereira (em memória) foi quem colocou o carrinho de pipoca e cachorro-quente na praça. E ela sempre esteve do seu lado. Mas não foi o pioneiro. O seu Jair Pipoqueiro já tinha lugar garantido na esquina da Praça da Bandeira. 

Durante anos eles mantiveram ponto nas escolas Fernando Corrêa e Afonso Pena. Com certeza, muitos adultos de hoje foram seus clientes quando crianças nessas duas escolas. Atualmente, quem administra o carrinho da praça - hoje batizada de Ramez Tebet - é a sua filha Zilda. Caluníria enfrenta alguns problemas de saúde, mas uma vez ou outra ainda aparece por lá.

Mas quem deverá mesmo assumir o lugar dos pais é a filha Silva, que fornece pipoca e algodão doce para diversos tipos de evento, incluindo Buffett, além de inauguração e promoção de lojas, entre outros. Devanilo, o Bacana, é garçom e também trabalha com festas.

De acordo com Silvia, o auge do negócio foi quando compensava trabalhar na Expotrês. “Hoje não dá nada [de lucro]”, pontua. Os casamentos também eram boas oportunidades de uma grana extra. “A gente passava a noite inteira servindo pipoca e quentão”, finaliza.
 
 
 
 
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