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Memórias
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Confira os fatos e as personalidades que marcaram a história de Três Lagoas e região. Porque um povo sem passado é um povo sem futuro.

 
Câmara possui arquivo vivo há 24 anos
Postado por João Maria Vicente em 05/03/2010 às 18:59
Album de Família
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Sueli Carneiro, há 24 anos no Poder Legislativo
Album de familia
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A secretária Sueli, mais antiga funcionária da Câmara de Três Lagoas, com Canário (ex-tesoureiro) e Vanin (ex-contador)
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Mais antiga funcionária da Câmara de Três Lagoas, Sueli Carneiro de Barros, 49 anos, já é considerada patrimônio histórico do poder público. Com uma memória de causar inveja, é conhecida também como “arquivo vivo”, sendo requisitada por todos - não só da Casa, mas da sociedade – quando a tarefa é descobrir alguma lei antiga. Quando não tem a data na cabeça, conhece os atalhos para localizar o que procuram.
 
Responsável pela secretaria da Câmara, outro importante papel desempenhado por Sueli é o auxilio que presta aos vereadores na elaboração de suas proposições (indicações, requerimentos, projetos de leis e moções). É a tábua de salvação, principalmente, dos novatos.
 
Nesta quarta-feira (10), Sueli completa exatos 24 anos de Câmara, onde ela começou a trabalhar no ano de 1986, quando o legislativo funcionava em anexo ao prédio da antiga Prefeitura, onde atualmente encontra-se o terminal de auto-atendimento do HSBC. Trabalhou com nove presidentes, de Lázaro Ferreira Dutra a Fernando Milan.
 
Nesse período ficou fora apenas um ano e meio (de junho de 97 a dezembro de 98) na gestão da presidente Wilma Lara, demitida, segundo disse, por perseguição política. Retornou em 99, a convite do presidente Walter Martinho. Depois disso, nunca mais saiu, mas garante que tentativas de degola não faltaram.
 
Sueli prepara-se agora para viver uma nova experiência. Em maio vai ser avó de Ana Júlia, filha da farmacêutica Taynara, de 24 anos. A sua outra filha é a estudante Kawanna, 13 anos.
 
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Amigo fiel e inseparável do senador Ramez Tebet
Postado por João Maria Vicente em 19/02/2010 às 18:53
Album de família
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O ex-senador Ramez, toma café ao lado de seu Pedrinho e de João Carlos
Álbum de família
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Seu Pedrinho com a prefeita Simone Tebet

Dentre muitos outros, Pedro José de Lima, 76 anos, o Pedrinho, é um dos amigos fieis e inseparáveis de Ramez Tebet; daqueles para quem se olha e logo vem à mente a figura do ex-Senador. Sergipano, assim que o “seo” Pedrinho chegou a Três Lagoas, em 1975, teve uma experiência marcante com o então prefeito Ramez Tebet, que, segundo ele, vai marcar pelo resto da vida. Ali nasceu a amizade dos dois. Pedrinho se preparava para construir sua casa, ao lado do Ginásio de Esportes (seu atual local de trabalho, que não existia na época), onde reside até hoje. Com não tinha água, foi atrás do chefe do executivo, sendo atendido prontamente. “Ele (Ramez) disse que água seria instalada logo, mas não esperava que fosse no dia seguinte”, relata. “Ai eu fiquei devendo essa gratidão; eu vi logo que ele era ponta firme”. Passado mais um tempo, Pedrinho foi à Prefeitura solicitar a luz, que acabou chegando em menos de uma semana.

Como forma de retribuir a atenção do prefeito, Pedrinho passou ajudá-lo na trajetória política, não só votando nele em todas as eleições, mas participando efetivamente das campanhas eleitorais. Além disso, vestiu também a camisa da herdeira Simone Tebet - a quem considera como uma filha sua - desde o seu ingresso na política. “E estarei com ela sempre, onde quer que esteja”.

Pedrinho relata que depois que foi para Campo Grande e Brasília, sempre que chegava a Três Lagoas, Ramez o ligava para ele. O papo era colocado em dia na casa do pai de Ramez (seu Tuffic) e depois que este morreu, na residência do Magid Thomé.

Para Pedrinho, a maior qualidade de Ramez era a facilidade que tinha de fazer amigos, independente da condição financeira ou partidária.
 
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Dom Bosco: vice-campeão matogrossense
Postado por João Maria Vicente em 12/02/2010 às 18:13
Arquivo pessoal
Em pé:Alkmin, Miltinho, Cuca, Chuvisco, Nakati, Ivanildo, Maurinho, Cassani. Agachados: Dito, Camilo, Geraldo Fumaça, Gaaraci, Zito, Canela, Murilo, Mim e Cassilândia
Há 44 anos, precisamente no Carnaval de 1966, um time de futebol fazia história em Três Lagoas. Mesmo sendo amador, o Dom Bosco – que nos anos 90 chega disputar o profissional – já fazia bonito. Depois de eliminar o Operário, em Campo Grande, o escrete seguiu para Corumbá para a disputa do título de campeão estadual naquele ano, no Estádio Arthur Marinho. O jogo terminou em 3 a 1 para o Marítimos.
 
Na época com 17 anos, o atual secretário municipal de Meio Ambiente, Cristovam Canela - Um dos poucos que ainda estão vivos - era integrante daquela lendária equipe. Ele, que atuava no meio de campo e fazia também as vezes do ponta esquerda, conta que para participar do time era preciso ter disciplina, treinar às terças e quintas-feiras e, principalmente, responder chamada após a missa. Mesmo assim, havia muita concorrência. Para cada posição, segundo Canela, haviam, pelo menos, quatro candidatos, apesar de não haver pagamento de salário ou qualquer outra vantagem.
 
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Antigos cartões postais de Três Lagoas
Postado por João Maria Vicente em 29/01/2010 às 17:35
 
Construído durante o primeiro mandato do governador Pedro Pedrossian – entre os anos de 1996 e 1970 -, durante algum tempo o edifício do Fórum de Três Lagoas, que leva o nome do saudoso desembargador Juarez Mancini, foi um dos prédios públicos mais imponentes da cidade. Ilustrava, inclusive, os cartões postais de Três Lagoas, juntamente com o prédio do Sesi, Centro Universitário e Escola Jomap, todos edificados por Pedrossian.
 
Com a construção do novo prédio, que será inaugurado no dia 5 de fevereiro próximo, a sede antiga perdeu espaço. Desapareceu visualmente e pode desaparecer no sentido literal, se confirmada a sua demolição. Uma curiosidade a respeito do prédio antigo, é que a maioria das pessoas acreditava que a sua frente era voltada para a Rua Zuleide Peres Tabox (área de estacionamento), quando na verdade a entrada principal era pela Rua Alfredo Justino.
 
A construção do novo fórum fez desaparecer também uma praça arborizada que existia nos fundos do Fórum. A antiga praça levava o nome Júlio Mário Abbott de Castro Pinto, advogado, jurista e jornalista, tendo sido também prefeito de Três Lagoas e deputado estadual e federal pelo então estado de Mato Grosso. Ele é pai do ex-vereador e advogado Luiz Carlos de Castro Pinto.
 
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Marlene Martinho, a campeã de votos em Três Lagoas
Postado por João Maria Vicente em 22/01/2010 às 18:06
Arquivo pessoal
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Ex-vereadora Marlene Galhardo Martinho
A ex-vereadora Marlene Galhardo Martinho se mantém líder absoluta no ranking de maior votação da história de Três Lagoas. Em 1982, ela obteve 1.547 votos, o que representou 6,7% de um total de 23.198 eleitores aptos a votar. Em termos numéricos, ela foi superada pela primeira vez nas eleições de 2004, quando Jorginho do Gás granjeou 1.696 votos e em 2008 pelo vereador Ângelo Guerreiro (PDT), que recebeu 2.611 votos, ou seja, 4,3% do eleitorado, que era de 61.306 votantes em Três Lagoas. Proporcionalmente, para alguém superar a professora aposentada, precisa conseguir algo em torno de 4.245 dos atuais 63.360 votos no município, segundo dados do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), computados em 31 de dezembro de 2009.
 
Quase trinta anos após, Marlene Martinho, hoje com 71 anos, se sente honrada com o feito, que afirma ter conseguido por meio de um trabalho de casa em casa. “A medida que me expressava e que falava nos comícios, o povo ia aderindo”, relata, lamentando o fato de que hoje para uma campanha bem sucedida é necessário muito dinheiro. Segundo ela, ninguém cobrava nada para empunhar a bandeira de um candidato, “e eu já avisava antes, que não poderia dar nada”. Apesar de, na época ser permitido, diz que nunca ofereceu vantagem em troca de votos.
 
Além do apoio de amigos – como o médico Roberto Tovar -, e dos filhos, Marlene credita a maior parte de sua votação ao seu marido Valter Martinho, o Dr. Valter, que tinha o nome consolidado graças ao trabalho social que sempre desenvolveu. Embora não tivesse pretensões políticas, o esposo foi quem a incentivou a entrar para a vereança, que limitou-se a um mandato. Apesar da certeza de que seria reeleita, preferiu ceder espaço para o Dr. Valter, que foi vereador por três legislaturas subseqüentes. “Não disputei a reeleição, porque algo me incomodava: “Antes, eu era a Marlene, esposa do Dr. Valter; depois que fui eleita, passou a ser o Dr. Valter, marido da vereadora Marlene”.
 
Passada a era do patriarca Valter, a dinastia dos Martinho segue com o odontólogo Jorge, que cumpre seu primeiro mandato, para o qual foi eleito em 2008, superando sua mãe em termos numéricos: abiscoitou 1.768 votos.
 
CARREIRA
 
Ao comentar sobre seu mandato, Marlene orgulha-se de ter passado por quatro prefeitos (Lúcio Queiróz Moreira, José Lopes, José Pedro Batiston e Antônio João Campos de Carvalho), sem nunca ter qualquer tipo de comprometimento com qualquer um deles. À época, segundo a ex-vereadora, os prefeitos ignoravam completamente o legislativo, uma vez que eram nomeados para o cargo, porque Três Lagoas era considerada área de segurança nacional. Destaca ainda que o salário de vereador era irrisório.
 
Dentre os trabalhos que desenvolveu como vereadora, enfatiza a implantação da tribuna livre na Câmara; a luta pela implantação do Corpo de Bombeiros no município, em parceria com a também vereadora Divina Maria Eloy e a intercessão - inclusive com viagens à Cesp, em São Paulo – pela implantação da rede de energia elétrica na região das vilas Alegre e Piloto.
 
 
VEREADORES ELEITOS EM 1982: À frente: Verther de Sá (in memorian), Divina Eloy (com a filha Poliana, hoje jornalista), Venuzino Rufino de Santana (in memorian), Marlene Martinho, Olentino Garcia, Luiz Canário do Nascimento, Lazaro Ferreira Dutra. Ao fundo: Adir Pires Maia, Agamenon Alves de Oliveira, Humberto Thiago, Hermes Boca Salinero, Pedro Rodrigues Dias, o Pedro Mamão e Carlos Nunes Zuque, o Zucão.
 
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Hiza Calçados, a pioneira em crediário
Postado por João Maria Vicente em 15/01/2010 às 18:29
Arquivo Pessoal
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Fachada da Hiza Calçados, quando de sua fundação
Arquivo pessoal
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Hilário Pistori, fundador da loja
Tradicional loja da cidade, a Hiza Calçados liderou por mais de três décadas o ranking do setor, até que cerrou suas portas definitivamente no ano de 2001. Entre outras particularidades, a loja foi a primeira do ramo na cidade a abrir crediário para venda no varejo. “Era também a mais moderna”, conta o proprietário Hilário Pistori, que completa 75 anos de idade em 2010. Ao contrário do que muitos acreditavam, Hiza não é o nome da esposa de Pistori (que se chama Alminda), mas surgiu da junção da primeira sílaba de seu prenome com a última silaba do sobrenome de seu sócio fundador, Deusdete Alves de Souza.
 
Pistori chegou a Três Lagoas no dia 25 de janeiro de 1958, onde começou a trabalhar como alfaiate, na Alfaiataria Paulista. Também foi funcionário da Super lojas Arapuã, onde foi vendedor, tendo chegado à gerente. Com o fechamento deste estabelecimento, em 1969 Pistori alugou o prédio – onde atualmente localiza-se a Livraria Bom Jesus, na Rua Bruno Garcia, centro – e abriu a loja de calçados.
 
O auge do empreendimento foi quando encerraram as obras da Hidrelétrica Jupiá. Enquanto a maioria dos comerciantes migrou para Ilha Solteira, acompanhando os “barrageiros” transferidos para as obras da usina que estava em construção naquele município, ele permaneceu por aqui, acreditando que o ramo calçadista prosperaria. E não deu outra: com a Hiza Calçados conseguiu formar os filhos e construir um considerável patrimônio. Hoje ele possui uma propriedade rural de 800 hectares, alguns salões comerciais no centro e várias casas de aluguel.
 
Antes de fechar a Hiza, Pistori chegou transferi-la para os filhos, que comandaram a loja por cerca de dois anos. Como o negócio não ia muito bem, preferiu fechar, para não cair o padrão.
 
Na condição de presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul, Hilário Pistori avalia que o seu ramo de negócio não está tão promissor como antigamente. Além da concorrência que cresce a cada ano, culpa também a grande carga de impostos.
 
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A prematura morte do milionário José Preto
Postado por João Maria Vicente em 08/01/2010 às 16:01
Album de Família
Em evento no TLC, Zé Preto, 2º à esquerda, ao lado do saudoso Zezão (Casa do Construtor), do Canevas (Chamflora) e de Hermínio Martins (Bar do Pardal)
Em julho próximo completa-se 19 anos da morte de Jose Lopes de Barros, o Zé Preto, num acidente aéreo na região de Água Clara, em 1991. Aos 33 anos de idade, Zé preto estava no auge de sua vida profissional; esbanjando saúde e com um invejável patrimônio que, segundo sua irmã, a professora de educação física Clarice, foi conquistado à custa de muito trabalho. Zé Preto nasceu pobre, mas o destino tratou de dar-lhe uma mãozinha para que conseguisse vencer na vida. Segundo Clarice, aos 15 anos ele começou a trabalhar na empresa de desmatamento de um empresário de família tradicional da cidade.
 
Depois de dez anos na empresa, seu patrão morreu vítima de câncer e Zé Preto recebeu como direito trabalhista um caminhão e uma maquina de esteira, com os quais começou a trabalhar e a construir seu império. Nesse sentido, recebeu um empurrãozinho da Chamflora – subsidiária da extinta Champion e hoje International Paper – para quem prestou inúmeros serviços, a exemplo de dezenas de contratos que mantinha com propriedades rurais da cidade e região.
 
Inventariante do irmão, Clarice disse que Zé Preto não deixou muito dinheiro vivo, “mas o patrimônio era assustador”, conta. Tanto, que depois de pagar todas as dívidas da empresa, incluindo o acerto de 250 trabalhadores e muitos credores, foi possível deixar todos os sete irmãos “bem de vida”. A partilha ocorreu cinco anos após a sua morte.
 
Além de mais de três mil bois no pasto, Zé Preto possuía inúmeros imóveis, incluindo uma fazenda de 700 alqueires. A empresa – Desmatamento Santa Maria - também era muito grande, com diversos carros, tratores e carretas. Na antiga sede da empreiteira, atualmente funciona a Tangará Madeira, na Avenida Ranulpho Marques Leal.
 
Sistemático, apesar de parecer pouco sociável, Zé Preto era bem relacionado e muito conhecido na cidade. Se ainda estivesse por aqui, Clarice acredita que estaria muito mais rico e que já teria sido o prefeito de Três Lagoas.
 
MORTE
 
A morte de Zé Preto foi durante um temporal. O avião, de sua propriedade, caiu próximo à sua fazenda, em Água Clara. O seu corpo e do piloto Vitor de Castro só foram localizados depois de 51 dias do acidente. É que a aeronave havia partido de Coxim e não se tinha noção de onde poderia ter caído.
 
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De volta ao PMDB
Postado por João Maria Vicente em 18/12/2009 às 18:35
 

Legenda: da esquerda para a direita: Nilson Araújo, André Pucinelli, Waldemir Moka, Franklin Mashua, Valdenir Machado, Frederico Valente, Onevan de Matos, Dagoberto Nogueira, Alfredo Sulzer, Pérsio Andrade, Edil Albuquerque, Braz Melo, Juvêncio da Fonseca, Wilson Martins, Ramez Tebet e Valter Pereira.

 
Nas eleições municipais de 1992, em Mato Grosso do Sul, a missão do partido, que à época era presidido pelo PMDB, era trazer de volta importantes dirigentes que foram para o PSDB em fevereiro de 1990. O retornou ao PMDB ocorreu em abril de 1992, a tempo de participar das eleições.
 
Voltaram lideranças como Wilson Martins, André Puccinelli, Ramez Tebet e outros. Em pouco tempo, o PMDB se preparou para conquistar a prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado.
 
O nome de Juvêncio da Fonseca era o mais forte do partido para disputar a eleição de Campo Grande. Em maio de 1992 Juvêncio recebeu apoio político do Governador do Estado, Pedro Pedrossian, que indicou o engenheiro Heráclito de Figueiredo como vice. O PFL apresentou Marilú Guimarães como candidata à Prefeitura da capital, o PT indicou Zeca do PT, o PSC apresentou Alberto Rondon, o PDT lançou Loester Nunes e o PV saiu com Carlos Leite.
 
A eleição ocorreu em dois turnos: no primeiro, Juvêncio conseguiu 73.543 votos; Marilú Guimarães, 54.145; José Orcírio, 42.042; Alberto Rondon, 23.172; Loester Nunes, 18.206 e Carlos Leite, 2.883. No segundo turno, Juvêncio conquistou a prefeitura de Campo Grande ao obter 115.432 votos contra 100.123 de Marilú Guimarães.
 
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Irmã Zélia, uma freira diferente
Postado por João Maria Vicente em 11/12/2009 às 18:26
Montagem Hojems
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IrmãZélia, alguns anos atrás e atualmente
Zélia Lopes da Silva, 71 anos, ou simplesmente Irmã Zélia, é uma freira que foge aos padrões convencionais, por questão de estilo e também pela linha doutrinária da congregação da qual é missionária, a de Jesus Cristo Crucificado. Fundada em Campinas, no ano de 1928, a Ordem a que pertence é diferente das rigorosas instituições francesas e italianas, por exemplo. Em vez de ficar enclausurada, ela tem total liberdade para ir à busca dos mais necessitados, atividade que mais aprecia. “Eu gosto de estar no meio do povo”, diz, relatando o trabalho educacional que sempre encampou. Certamente, por isso é tão conhecida e respeitada.
 
A vocação religiosa de Irmã Zélia vem desde os 12 anos de idade, mas ela teve de esperar até a maioridade (21 anos) para colocá-la em prática. Seu pai, um garimpeiro baiano, era radicalmente contrário à sua aptidão. Mas não teve jeito. Ela enveredou por esse caminho, no qual se encontra até hoje, sem nunca pensar em retroceder. Os outros onze irmãos, entretanto, trilharam rumos diferentes.
 
Matogrossense, de Poxoréu, paralelamente ao trabalho religioso, Irmã Zélia formou-se em Assistência Social. Juntamente com Ramez Tebet, com a professora Tamásia e com os padres João Thomes e Jair, integrou o primeiro grupo de professores do Centro Pedagógico de Três Lagoas, hoje UFMS. Também lecionou em praticamente todas as escolas de Três Lagoas.
 
Embora goste de política – é simpatizante do PT -, nunca pensou em candidatar-se a cargo algum. “Tenho medo de que não encontrem nem o meu voto na urna”, brincou.
 
Vivendo atualmente do salário da aposentadoria como professora universitária, além de coordenar os trabalhos da irmandade, há cerca de dez anos Irmã Zélia investe a maior parte do seu tempo em prol da associação de artesãos de Três Lagoas, trabalho que tem avançado, segundo ela, graças ao apoio do ex-vereador Zucão e do seu filho Sabino Zuque, que cedeu o espaço em sua cerâmica, na Vila Haro. “Sou muito grata a eles”, relata.
 
Por meio do artesanato, Irmã Zélia busca a valorização das pessoas, afim de dêem mais valor à vida, “com paz e justiça”.
 
Para o ano que vem, a religiosa pretende levantar a bandeira de um lugar próprio para a feira livre – onde mantém uma barraca de artesanato -, “para acabar com esse negócio de desmontar barracas e fugir da chuva”, finaliza.
 
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Bar do Dé e o café do Ramez Tebet
Postado por João Maria Vicente em 04/12/2009 às 19:33
Álbum de família
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José Garcia Pereira, o Dé
Dentre os muitos pontos de referência de Três Lagoas, o Bar do Dé foi um dos mais conhecidos. Faz 16 anos que o “Dé”, ou José Garcia Pereira, deixou esse mundo, mas o pessoal da velha guarda ainda se lembra muito bem do seu jeito alegre e sempre brincalhão. Um dos pontos de parada de ônibus da Viação São Luiz, o seu bar permanecia lotado dia e noite. Dé o abria por volta das 4 horas da madrugada, para fazer café e esperar o primeiro ônibus, com destino a Inocência. Lá também eram vendidas passagens para o Pouso Alto, São Pedro e Água Clara, entre outras localidades. Mas a clientela do bar não se limitava aos viajantes. Durante o dia era vendido salgado, cachaça e não faltava também a cerveja estupidamente gelada.
 
Os agentes fiscais figuravam entre os seus principais clientes. Mas ele tinha um cliente especial. Quando se dirigia à Prefeitura, o então prefeito Ramez Tebet passava praticamente todos os dias para tomar café e bater papo, não só com ele, mas com os freqüentadores do local.
 
O passatempo preferido era tocar sanfona – seus parceiros preferidos eram o Brancão (começaram a tocar juntos) e o Preto Barbeiro. Este último tinha um salão enfrente ao seu bar, na Rua Alfredo Justino - onde atualmente é uma residência – nas imediações da Farmácia Droga Lapa e do Bazar Oliveira, do Zé Mascate.
 
Além do bar, que comandou por duas décadas, Dé trabalhou também como charreteiro. Foi com estas duas profissões que sustentou sua família. Casado com Ivone Evangelista Pereira, ele teve dois filhos: Ademilson Pereira, o professor Flor (ex-preparador físico do Misto), e Anailor, empresário e ex-bancário. Acometido por de AVC, Dé morreu em maio de 93, aos 57 anos de idade.
 
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Sobre a Aids em Três Lagoas
Postado por João Maria Vicente em 27/11/2009 às 19:50
Reprodução
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Ivandro Reis, morto aos 20 anos com a doença, empresta o nome à Onge GAE-VIDA
Ivandro Reis de Matos foi um dos primeiros três-lagoenses a morrer – em julho de 1992 – vitimado pela Aids. Na época ele tinha 20 anos de idade e, segundo consta, estava no vigor das suas forças. Ele exercia a profissão de modelo. Acompanhando diuturnamente o seu sofrimento, a mãe de Ivando, senhora Luzia, sofreu muito com o seu falecimento. Apesar de inconsolável, convenceu-se da necessidade de confortar outras famílias, pois sentira na própria pele a dificuldade das pessoas em tratar com a doença. Assim juntou-se a um grupo de amigas residentes nas proximidades de sua casa.
 
A partir do trabalho da dona Luzia, cresceu o número de pessoas que anonimamente faziam contribuições para o grupo. Foram muitas as palestras com a participação de doentes de Aids em fase avançadas que, espontaneamente, se ofereceram para dar seus depoimentos para a sociedade.
 
Em homenagem a Ivandro e ao trabalho assistencial de sua mãe, o GAE-VIDA (Grupo Assistêncial Experiência de Vida) passou a levar o nome do jovem. A ONG, que não possui fins lucrativos, foi criada no mês seguinte ao da morte de Ivandro e até hoje trabalha e tem como objetivos dar suporte básico de vida para as necessidades dos assistidos com dignidade, levantando a auto-estima e cidadania deles, e alertando a sociedade para a prevenção do HIV/AIDS, única maneira de se conseguir deter a escalada da epidemia.
 
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Quarenta anos de música, alguns de discriminação
Postado por João Maria Vicente em 23/11/2009 às 08:40
João Maria Vicente
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O professor Luiz Otávio nos anos 60 e atualmente
Neste domingo (22) comemora-se o Dia do Músico. Para lembrar a Data, esta coluna homenageia o professor Luiz Otávio, 65 anos, 40 dos quais dedicados à música. Três-lagoense, aos 17 anos Luiz Otávio teve os primeiros contados com as partituras, quando começou a estudar trombone com Tertuliano de Lima, um conhecido maestro da cidade, que comandava a Banda Santa Cecília. Nesta época, tocava todos os finais de semana no coreto da Praça da Bandeira.
 
Em 1969, foi ser professor num conservatório de Ilha Solteira, município em que realizou dois festivais de MPB, em 1972 e 1973. Depois de Ilha, transferiu-se para São Paulo (SP), onde ficou por 12 anos. Na capital paulista se aperfeiçoou ainda mais, ao aproximar-se de outro maestro, com o qual acompanhava os ensaios da orquestra sinfônica. Nesse período também chegou a freqüentar a faculdade, na condição de ouvinte.
 
Quando retornou para Três Lagoas, começou a dar aulas particulares e, apesar das muitas dificuldades, conseguiu viver do ofício. A melhor fase de sua vida, no município segundo informou, foi no primeiro mandato da prefeita Simone Tebet (PMDB). Lotado na Secretaria de Assistência Social, dava aula em 14 projetos sociais.
 
Aposentado, os últimos meses não tem sido dos melhores para o músico. Sem dinheiro para repor o seu trombone que foi roubado, tem se contentado em assoprar as duas flautas que comprou em São Paulo. Outra reclamação do professor Luiz Otávio é quanto à discriminação que diz sofrer, “por ser pobre e andar de bicicleta”. Sentindo-se totalmente desvalorizado, o trombonista diz não esperar que esta realidade mude. Por isso, diz que deverá aceitar as propostas que tem recebido e deixar ir embora da cidade.
 
Como nunca é convidado a participar de nada, ultimamente ele sai tocando aleatoriamente onde há grande concentração de pessoas ou no meio da platéia em algum evento.
 
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A evolução dos prédios públicos
Postado por João Maria Vicente em 13/11/2009 às 17:26
João Maria Vicente
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Nesta esquina funcionou a Polícia Civil
João Maria Vicente
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Parte das antigas instalações da cadeia pública de Três Lagoas
João Maria Vicente
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Antigas instalações da 31ª Ciretran
Atualmente a maioria dos órgãos públicos estaduais e federais possui modernas e espaçosas sedes próprias; em alguns casos, até em excesso. Mas nem sempre foi assim. Houve época em que estas repartições funcionavam em prédios ou até salas apertadas, que não comportavam o público e às vezes nem mesmo os servidores. Na área de segurança pública, por exemplo, apesar de várias deficiências, os avanços são inquestionáveis.
 
O presídio de Segurança Média, apesar de já estar superlotado, com mais de 500 presos - quando a capacidade é de apenas duzentos –, antes funcionava no atual presídio feminino com o nome de EPTL (Estabelecimento Penal de Três Lagoas). A capacidade era em torno de 70, mas o EPTL abrigava sempre mais de 200 internos. Antes, porém, a sede da cadeia pública de Três Lagoas foi no atual prédio da Apae. No local funcionou também por vários anos a Secretaria de Educação do município, a LTD (Liga Três Lagoense de Desporto) e o Mobral.
 
O quartel da PM funcionava na Rua João Carrato, próximo à esquina com a Zuleide Peres Tabox. A esquina – onde está uma casa de ração e a Casa dos Parafusos - também abrigava o Mercado Municipal.
 
A sede da Delegacia de Polícia Civil – incluindo a regional – era na Avenida Eloy Chaves, esquina com a Rosário Congro; depois transferiu-se para uma casa na Rua Elmano Soares, onde está sendo construída agora as futuras instalações do Sicred.
 
Nesta mesma rua, um pouco mais adiante, funcionava a 31ª Ciretran, próximo à ao antigo prédio da telefônica (Telemat/Telems). O Corpo de Bombeiros nasceu em uma casa no Bairro Santa Terezinha e a delegacia da Polícia Federal numa casa na área onde hoje localiza-se o Núcleo Funasa (Rua Generoso Siqueira, esquina com a Elmano Soares).
 
A Vara do Trabalho – antes denominada Junta de Conciliação e julgamento – funcionava em duas salas no primeiro andar de uma sobrado ao lado da Farmácia Santa Cristina, na Rua Generoso Siqueira.
 
As instalações da Funlec – denominada Escola H. Alonso – eram num tímido prédio na esquina da Rua Elmano Soares com a Alfredo Justino.
 
O INSS que, finalmente, está em sua sede própria à Rua Zuleide Peres Tabox, já peregrinou por vários endereços. Quando ainda era conhecido como INPS/INAMPS, atendia ao público em um prédio (Colégio Impacto) na Eloy Chaves, entre Avenida Olinto Mancini e Rua Zuleide Peres Tabox e antes de ir para a o prédio alugado próximo ao antigo posto do Jason, funcionou em um prédio nas proximidades da CDI Informática, na avenida Filinto Muller.
 
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Santa Rita se chamaria Tancredo Neves
Postado por João Maria Vicente em 06/11/2009 às 13:43
Site oficial do município
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Santa Rita do Pardo comemora aniversário em 18/12
Anteriormente conhecido como Distrito de Xavantina, o atual município de Santa Rita do Pardo era para se chamar Presidente Tancredo Neves, político falecido em abril de 1985. O nome havia sido dado pelo deputado Akira Otsubo, por meio de projeto de lei que desmembrada o distrito dos municípios de Brasilândia, Nova Andradina e Ribas do Rio Pardo. A mudança por força de emenda substitutiva de autoria dos deputados éstaduais Cícero de Souza e Júlio Maia (que à epoca representavam Três Lagoas e região juntamente com Akira), foi aprovada pela Assembléia Legislativa em agosto de 87. No dia 18 de dezembro daquele mesmo ano, foi criado oficialmente o municipio de Santa Rita do Pardo.
 
De acordo com a emenda, “o projeto apresentado sem qualquer consulta aos moradores do referido Distrito, traz uma denominação que com certez anão é a preferida pela comunicade local”.
 
Os parlamentares argumenta, ainda que em contato com “aqueles que foram as raízes do atual Distrito de Xavantina”, encontraram uma certa revolta, pelo fato de que a cidade não teria um nome de reristraria a história de suas origens. Antes de se chamar Xavantina, o Distrito já se chamava Santa Rita do Rio Parto, quando ainda pertencia ao município de Três Lagoas, antes ainda da criação da emancipação de Brasilêndia.
 
 
Eles conviveram com Camisa de Couro
Postado por João Maria Vicente em 30/10/2009 às 13:42
João Maria Vicente
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Castro Pinto e Richarte Latta

“Nunca matei um pai de familia e nunca desrespeitei ninguém; só matei bandido!”. O autor da frase acima seria Antônio Joaquim Aragão, o Camisa de Couro, conhecido pistoleiro de Três Lagoas que foi executado com 12 tiros em frente ao prédio da estação ferroviária, em novembro de 1961. Quem atribui a frase Aragão é o aposentado e pecuarista Richarte da Silva Latta, 83 anos, que conviveu com o justiceiro, cuja fama ultrapassa a fronteira do município. Outro que também conheceu Camisa de Couro e relata detalhes pormenorizados dos fatos que cercam o seu nome é o advogado e ex-vereador Luiz Carlos de Casto Pinto, cujo pai - Julio de Castro Pinto – por pouco não foi advogado do matador.

 

SEM MEDO

 

 

Latta disse que conversou por várias vezes com Camisa de Couro, que teria fugido do Sergipe para Três Lagoas, onde acabou se tornando uma espécie de “Lampião do Mato Grosso”. Além do seu famoso “jipão” verde, o aposentado conta que o pistoleiro costumava andar de avião, patrocinado pelos mais abastados em troca de segurança. “Esse povo bravo costumava ser caçambeado (lisonjeado) pelo povo”, narra. Latta diz que nunca teve medo do pistoleiro, porque sempre procurou “andar direito”. Um dos grandes amigos de camisa de Couro teria sido João Carapina, na casa – em frente ao antigo Cine Lapa, na Rua João Carrato - de quem teria ocorrido o seu velório.

De acordo com o pecuarista, Camisa de Couro admitia que “não era gente boa mesmo”.

 

RELATOS

 

Castro Pinto também conhece muito bem a história de Camisa de Couro e de muitos outros que faziam de Três Lagoas a “Capital da Pistolagem”, devido à falta de estrutura da polícia, que não contava com recursos humanos e muito menos com viaturas. Alzirão, João Cachimbo, Jerônimo Sinhá e Beriba, entre outros, também eram os “carrascos” da época.

Porque se matava tanto? De acordo com Castro pinto, uma das causas mais comuns era o rompimento de tratos, quase sempre eram verbais. Ninguém admitia ser passado para trás e resolvia tudo na bala. Ai é que os pistoleiros entravam em ação. Foi por esse motivo que o nº 44 (calibre do revólver mais usado na época) ficou conhecido como a Justiça de Mato Grosso.

Dentre as muitas histórias envolvendo Camisa de Couro, Castro Pinto relata uma que chega ser hilária. Na época da barragem, quando se formavam enormes filas para as matinês do Cine Santa Helena, em certa ocasião, ao ser barrado por um funcionário do cinema, ele deu uns tiros para o alto, espantando a clientela. Acabou entrando no cinema e assistindo ao filme praticamente sozinho.

Outro fato contado por Castro Pinto é quando Camisa de Couro resolveu se regenerar e por pouco não se tornou cliente de seu pai, um renomado advogado da cidade. Cansado da vida de perseguição - sendo acusado até mesmo por crimes que não havia cometido, com um juiz de direito da cidade Assis (SP) - ele teria manifestado a intenção de se tornar um cidadão de bem.  Seu plano, porém, não deu certo, já que a condição para o que o advogado assumisse sua causa era que se entregasse à Justiça, o que foi recusado prontamente. “Se eu me entregar, não saio vivo da cadeia”, teria respondido.

Castro Pinto conta ainda, que após a morte de Camisa de Couro, seu tio, o coronel Luiz Carlso Abbott de Castro Pinto (delegado da época) teria encontrado em sua carteira um pedaço de couro de lobo, uma espécie de amuleto da sorte.

Luiz Correia da Silveira, o Luizinho, diz que chegou a engraxar as suas botinas, juntamente com seu pai.
 
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