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Memórias
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Confira os fatos e as personalidades que marcaram a história de Três Lagoas e região. Porque um povo sem passado é um povo sem futuro.

 
O 2º Batalhão da PM 20 anos depois
Postado por João Maria Vicente em 27/08/2010 às 21:34
Arquivo pessoal
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Militares no interioro da antiga sede do BPM
Arquivo pessoal
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Exercícios de policiais em frente ao antigo quartel
Arquivo pessoal
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Policiais em ação
Arquivo pessoal
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Policiais em ação
Arquivo pessoal
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Milton Gomes Silveira, atual diretor do Departamento de Trânsito
A partir de agosto de 1990 – mais precisamente, no dia 27 –, por meio da Lei Complementar 050, o 2º Batalhão de Polícia Militar, cuja sede era em Campo Grande, estendeu sua área de atuação para o Bolsão, atendendo os municípios de Três Lagoas (sede), Selvíria, Água Clara, Brasilândia e Santa Rita do Pardo. Mas a história do atual batalhão começou em agosto de 1972 com a instalação da Companhia de Polícia Militar, na esquina da Rua João Carrato com a Zuleide Peres Tabox (esquina da escola Afonso Pena), onde o BPM funcionou até a inauguração da atual sede, em junho de 94
Nesses vinte anos, passaram 12 comandantes pelo batalhão, começando pelo major Walmir Guimarães Dias até o atual major Wilson Sérgio Monari.
Atualmente a estrutura administrativa do Batalhão é composta por três companhias e um Pelotão de Comando e Serviço. A primeira Cia da PM, encarregada da atividade de Polícia Preventiva, por meio do policiamento ostensivo do município de Três Lagoas; a 2ª Cia PM, encarregada do policiamento nos municípios de Brasilândia, Selvíria, Água Clara; e a 3º Cia PM, encarregada do município de Santa Rita do Pardo e dos distritos de Arapuá e Debrasa. O corpo efetivo é previsto para 406 homens, mas atualmente é composto por 238.
 
Comandantes
Os comandantes do 2º Batalhão foram os seguintes: major Walmir Guimarães Dias, tenente coronel Sebastião Otímio Garcia, major Isoli Paulo Fontoura, tenente coronel Jonas Domingos do Nascimento, tenente coronel Júlio Cezar Komiyama (atual diretor da Fundesporte), coronel José Pedro Moreira, major Nelson Araciro, tenente coronel Edson Alves Severino, major Enir de Souza Júnior, tenente coronel Edson Machado de Souza, tenente coronel Washington Geraldo Francisco de Oliveira e major Monari.
 
 
 
Você se lembra do Refreskão?
Postado por João Maria Vicente em 20/08/2010 às 17:17
Álbum de família
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Refreskão funcionou por 19 anos
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Pedro Cézero, fundador do Refreskão
Um dos principais pontos de encontros de amigos no centro de Três Lagoas, o Refreskão fechou as suas portas há mais de dez anos, segundo o seu proprietário, por puro desgaste, já que diariamente o estabelecimento era aberto às 7 horas e só fechava por volta das 23 horas à meia noite. O fundador do Refreskão foi o músico Pedro Cézero. Ele diz ter-se inspirado no “Sukão”, que conheceu quando de uma de suas idas à capital paulista.
 
O Refreskão – que funcionou de 1980 a 1999 - vendia todo tipo de suco e vitaminas, porém o carro-chefe era o mate gelado. Evangélico, apesar da insistência de muitos, Cezero nunca comercializou bebida alcoólica. Mesmo assim, o local permanecia lotado o tempo todo. É verdade que alguns passavam o tempo “goiabando”, mas o número de clientes era muito maior. Ele contava com uma clientela fixa, sendo que alguns de seus principais fregueses eram os saudosos Jamil Jorge Salomão, Ailton Peron e Ramez Tebet. Ele mantinha convênio também com os sindicatos dos empregados no comércio e dos bancários.

Outra particularidade revelada por Cézero, é que o ex-vereador Antônio Rialino (PMDB) foi um de seus primeiros funcionários.

Desde que fechou o Resfreskão, Pedro Cézero passou a se dedicar ao trabalho com reciclagem e ao seu estúdio de som (no período noturno).
 
 
 
Escola Trajano dos Santos
Postado por João Maria Vicente em 30/07/2010 às 20:01
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Já faz 23 anos que ela foi desativada, mas certamente ainda está na memória de muita gente, principalmente dos que por lá passaram. Estou falando da escola particular Trajano dos Santos, que cerrou suas portas definitivamente em 1987. Por lá passaram boa parte dos profissionais de Educação que atuam em Três Lagoas, que se formaram no curso de magistério que era oferecido. Dentre estes, destacam-se os saudosos Delcina Rosa, ex-diretora da Rádio Difusora e o professor Nério, além da professora Matilde (que trabalha no Afonso Pena) e o Dr. Amin, que lá concluiu o ginásio.
 
Escola de primeiro e segundo grau (atuais ensino fundamental e médio), a Trajano dos Santos surgiu em 1962 para preencher a lacuna deixada pelo Colégio 2 de Julho, do lendário João Magiano Pinto, que acabara de ser fechada.
 
Criada pelo casal Sebastião e Nilce Camargo Trajano dos Santos (pais do médico Marco Lúcio Trajano dos Santos), catedráticos do 2 de Julho, a escola começou com o primário, estendendo de imediato para o ensino fundamental e em pouco tempo implantando o magistério e científico.
 
O início foi num sobradinho na esquina da Avenida Eloy Chaves com Rua Zuleide Perez Tabox, que até hoje está com a família. Como o local estava pequeno, o casal tomou dinheiro emprestado para construir um prédio na mesma quadra, com capacidade para uma demanda maior. Entretanto, diante da impossibilidade de honrar com o pagamento das parcelas do empréstimo, em pouco tempo tiveram que entregar o prédio – onde mais tarde funcionou o extinto INPS/INAMPS (Hoje INSS) e colégio Ânglo, entre outros - e retornar ao endereço original.
 
Prestes a completar 80 anos, a professora Nilce conta que a escola foi obrigada a fechar devido à impossibilidade de atender algumas exigências do MEC, como as aulas de educação física, por exemplo. Segundo ela, na época outras escolas particulares também foram desativadas pelo mesmo motivo.
 
Questionada sobre a fama de a Trajano ter sido uma escola que facilitava a aprovação de alunos, ela negou, garantindo que, se não era tão rigorosa, também que não havia nenhum tipo de facilitação. “Trabalhávamos conforme as normas do MEC”, argumenta.
 
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Ciretran, Canuto e placas de veículos
Postado por João Maria Vicente em 27/07/2010 às 07:46
Arquivo pessoal
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Antiga sede da Ciretran, localizada na Rua Bruno entre as ruas Municipal e Duque de Caxias
Ademir Santos
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Canuto, mais antigo despachante em atividade em Três Lagoas
A história da Ciretran em Três Lagoas se confunde com a do despachante Canuto Correia Neto, 66 anos, que, por sua vez, conhece tudo de trânsito, inclusive sobre a história de placas de veículos.
 
Canuto, que trabalha há 40 anos como despachante, sendo o mais antigo em atividade do município, conta que quanto iniciou na profissão, a responsabilidade pela documentação de veículos era a cargo do Delegado Regional, que respondia também pelo Departamento de Trânsito. Esses serviços funcionavam onde hoje se localiza a Apae, na Rua Generoso Siqueira, centro. No local também se encontrava instalada a cadeia pública. Segundo Canuto, o órgão se transformou em Ciretran (Circunscrição Regional de Transito), hoje Agetran (Agência Regional de Trânsito), por volta de 73. Para tanto, veio ao município um tenente por nome de Enoque, do Detran de Cuiabá. Antes do atual endereço no Jardim Morumbi, a Ciretran funcionou também na Rua Bruno Garcia, entre as ruas Elvírio Mário Mancini (Municipal) e Duque de Caxias; na Viela Miguel Amado, atrás do Supermercado Passarelli e para a Elmano Soares, onde hoje está a delegacia do Sindicato dos Ferroviários.
 
Ao longo da história da Ciretran, os diretores mais marcantes foram: Inácio, um militar reformado do Exército; Santo Gusmão Cano, Nadin (primeiro diretor no novo prédio); Agamenon Alves de Oliveira (hoje diretor do DOS), Ale Mamed Assam; José Fernandes Machado, o Dr. Jotinha, vereador morto em acidente de moto que hoje empresta o nome ao prédio.
 
Quanto às placas de veículos, o primeiro sistema de emplacamento brasileiro foi de 1901 a 1941. As placas eram pretas com letras brancas. Tinham uma letra (P = particular; A = aluguel). Elas eram identificadas por seis números. Depois passaram a ser alfanuméricas, com duas letras e quatro números. Em Três Lagoas, as primeiras letras foram IG, depois IQ e JÁ. Hoje são três letras e quatro números. Esse sistema foi de 1969 a 1990 (em alguns estados, estendeu-se até 1999).
 
As limitações técnicas do sistema com duas letras e quatro números, levou à implantação, a partir de 1990, de um novo sistema de identificação das placas, com o acréscimo de mais uma letra, além de outras modificações, sendo a mais perceptível dentre estas, a mudança da cor das placas particulares de amarelo para cinza.
 
 
Marcolino “Totó”, um injustiçado
Postado por João Maria Vicente em 17/07/2010 às 08:58
Arquivo pessoal
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Marcolino Carlos de Souza, ex-prefeito de Três Lagoas
Quando se trata de denominação de vias públicas, em Três Lagoas acontece de tudo. São ruas com nomes repetidos, ruas sem nome e ruas que levam o nome de alguém que nada fez pelo município, cujo único mérito é ser parente (ou amigo) do autor da Lei ou de algum político. Há também ruas batizadas com letras ou número, sem falar nas projetadas da vida.

Com tudo isso, ainda ocorre de personalidades que realmente contribuíram para com o desenvolvimento do município serem excluídas. É o caso de Marcolino Carlos de Souza, o Totó, (pai de Cláudio Totó), que foi prefeito de Três Lagoas, mas que em sua homenagem não existe nenhum logradouro (viela, rua, praça, jardim ou algo parecido), prédio público ou estrada.
Hoje denominada Ramez Tebet, a rodovia BR-158, no trecho entre Três Lagoas e a ponte sobre o Rio Sucuriú, chegou a receber o seu nome quando foi inaugurada a pavimentação asfáltica em 1982 pelo então governador Pedro Pedrossian. Com o passar do tempo, a placa foi destruída e a denominação caiu no esquecimento.
A rua que circunda a Lagoa Maior também já foi chamada oficialmente de Marcolino C. de Souza e havia até placa indicativa, que também foi arrancada. A rua é atualmente conhecida como Aldair Rosa de Oliveira, em homenagem a um ex-bancário.
Por fim, cogitou-se que a Rua Marcílio Dias (que corta a Vila Nova, Colinos e bairros do outro lado da linha) pudesse levar o nome daquele que comandou os destinos de Três Lagoas entre 1947 e 1951. A expectativa é que com o projeto de reformulação de nomes de Ruas que tramita na Câmara, não só Totó, mas outros injustiçados recebem a honra que lhes é devida.
 
Uma das marcas deixadas por Marcolino Carlos de Sousa foi a implantação do serviço de abastecimento de água em Três Lagoas. Foi em seu mandato, inclusive, que se construiu a enorme caixa de água anexa ao escritório da Sanesul, na Avenida Antônio Trajano.
Também em sua gestão foi criado o DMER (Departamento Municipal de Estradas de Rodagem) com o fim de elaborar o Plano Rodoviário Municipal e permitir sua revisão periódica, assim como conservar as rodovias municipais. O órgão hoje denomina-se DOS (Departamento do Obras e Servicos), e também já foi chamado de DSU em gestões anteriores.
 
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Um vereador dedicado às causas sociais
Postado por João Maria Vicente em 28/06/2010 às 07:28
Álbum de família
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Saudoso vereador Naufel (Onofre) Elias Seba
Álbum de família
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Naufel, segundo agachado, com amigos no clube da Vila Vicentina
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Dentre os vereadores que passaram pelo legislativo três-lagoense, Naufel (ou Onofre) Elias Seba foi um dos que se dedicou às causas sociais como homem público e também como cidadão.
 
Começou a trabalhar de sete para oito anos de idade, como carroceiro e posteriormente como ajudante em uma barbearia, vindo a se tornar um barbeiro profissional, ofício que desempenhou por um bom tempo, até se tornar dono do famoso “Bar Amarelinho”, que localizava-se na esquina da Rua Paranaíba com a Rua João Silva.
 
Pelo seu carisma e companheirismo conseguiu ser vereador por quatro mandados consecutivos, na época do chamado “cargo de sacrifício”, em que o parlamentar cumpria seu mandato sem receber nenhum tipo de salário. A política era feita por amor. A partir de 1982, quando os vereadores começaram a ser remunerados, não mais conseguiu se eleger, devido o aumento da concorrência e o uso do poder econômico por parte dos candidatos.
 
Seresteiro inveterado, Naufel era conhecido também pela sua voz inconfundível, comparada à do cantor Nelson Gonçalves. Suas serestas, segundo relatam os mais antigos, embalavam encontros entre amigos que se reuniam para apreciar suas interpretações.
 
Natural de União da Vitória (PR), Naufel veio recém-nascido para Três Lagoas, junto com seu pai, Jorge Elias Seba e sua mãe, Catarina Kalil.
 
De origem sírio-libanesa, a família Seba é considerada uma das mais tradicionais desta cidade, uma vez que ajudaram a fundar Três Lagoas. Eles aportaram por essas bandas no início da fundação do município, onde trabalharam como carroceiros e comerciantes.
 
Naufel também ajudava nos leilões que ocorriam nas quermesses das igrejas, sendo sempre o leiloeiro que oferecia as prendas ao público.
 
Durante anos a fio, participou da entidade “São Vicente de Paulo”, a Vila Vicentina, que até hoje cuida de famílias carentes. Após diversos problemas de saúde, seu falecimento se deu em outubro/96.
 
Para o seu filho, o advogado Jorge Elias Seba Neto, Naufel “foi um exemplo a ser seguido por todos; maravilhoso como filho, como pai, como irmão, com amigo, como companheiro, como voluntário e acima de tudo um ser humano de caráter inquestionável. Com certeza, é daquelas pessoas que deixaram saudade”.
 
 
O Sindicato Rural e a Expotrês
Postado por João Maria Vicente em 18/06/2010 às 19:13
Reprodução/Rádio Caçula
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Entrevistado por Adilson Silva, Orestes Prata Tibery, presidente do SRTL quando da primeira Exposição Agropecuária e Industrial de Três Lagoas
Em 2010 completam-se 33 anos da Exposição Agropecuária e Industrial de Três Lagoas. A realização da feira, uma das mais tradicionais do Brasil é a cargo do Sindicato Rural do município, fundado em 2 de Maio de 1953 por Ranulpho Marques Leal, o Tati, que foi pecuarista, prefeito de Três Lagoas e deputado estadual. Tati também empresta o nome à avenida que passa em frente ao Parque de Exposições Joaquim Marques de Souza e ao plenário da Câmara Municipal.
 
Aliás, a história de Tati se confunde com o próprio Sindicato e com a Expotrês. Ele foi também o primeiro presidente do SRTL (1967)- que teve Ramez Tebet como presidente provisório. Por em outras ocasiões, Tati presidiu o sindicato ou fez parte da diretoria, tendo sido também o responsável pela construção do recinto de exposições, que teve a importante participação do ex-vereador Carlos Nunes Zuque. O parque foi inaugurado em 1978, na gestão do médico Orestes Prata Tibery, que hoje é nome da antiga Rua Barão do Rio Branco e da Pista de Saúde da Lagoa Maior.
 
Em 1978 houve no local um show com os Trapalhões (Didi, Dedé, Mussum e Zacarias), ano em que também ocorreu a primeira Exposição. Milionário e José Rico estão entre os primeiros artistas a se apresentarem na feira.
 
Antes de funcionar no recinto exposições, o escritório do Sindicato Rural funcionou por vários anos na rua Zuleide Perez Tabox (à época Joaquim Murtinho), esquina com a João Silva.
 
EX-PRESIDENTES
 
Entre a associação e o sindicato, os presidentes são os seguintes: Ranulpho Marques Leal (1953), Cacildo Arantes Júnior (1954), João Gonçalves de Oliveira (1961), Ranulpho Marques Leal (1967), Ramez Tebet (1968-provisório), Ranulpho Marques Leal (1968-definitivo), Ranulpho Marques Leal (1971), Orestes Prata Tibery (1975), Orestes Prata Tibery(1978), José Queiroz Moreira (1981), José Queiroz Moreira (1987), Jairo Queiroz Jorge (1990), José Lopes (1992), David Castro Borges (1996), Domingos Martins de Souza (2002), Leda Garcia de Souza (2005) e novamente Domingos Martins de Souza (2008).
 
 
 
Dona Isolina: Um século de vida
Postado por João Maria Vicente em 11/06/2010 às 19:56
Ademir Santos
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Dona Isolina e seu inseparável cachimbo
Reprodução
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Dona Isolina ao lado do saudoso marido
Na próxima quinta-feira (17), a dona Isolina Augusta de Oliveira comemora cem anos de vida, ou cem janeiros, como se referiu. Viúva há 16 anos, a pensionista carrega na carteira uma foto do saudoso marido, com quem teve seis filhos, que se desdobraram em 22 netos, o mesmo número de bisnetos e quatro tataranetos. “Ele era muito bom, e justo”, diz confessando a saudade eterna do ferroviário argentino com quem viveu por 53 anos. Apesar das limitações impostas por um AVC que a impede de se locomover sozinha, ela não reclama da vida, mas também não demonstrou empolgação em prolongar os seus anos aqui na terra. “Deus sabe o que faz”, conforma-se.
 
Questionada se alimenta ainda algum sonho, brincou: “sonho, só mesmo para jogar no bicho; e quase sempre ganho”, observa. Seu passatempo era ler, mas como a visão está um tanto quanto enfraquecida, passa a maior parte do tempo sem fazer absolutamente nada, sentada em uma cadeira de área em sua casa no bairro Nossa Senhora Aparecida, onde reside com uma das filhas. Além da enfermeira contratada para auxiliá-la nas tarefas diárias e cuidar de sua saúde, Isolina não se separa de um cachimbo, que acaba sendo o seu principal entretenimento. “Cachimbo não tem perigo (de causar mal à saúde), porque eu não trago”, justifica-se, observando que nunca fumou cigarro e nem bebeu. Aprecia também uma boa música, de preferência sertaneja. Mas o que ela sempre gostou é de dançar. “Eu era muito baileira”, conta.
 
Apesar de não concordar com o atual modo de vida da população como, por exemplo, a falta de respeito dos filhos para com os pais, isto não chega a incomodar. Ela consegue tirar de letra todas as coisas que a aborrecem com uma filosofia: “O amor supera tudo”.
 
Tendo estudado até o terceiro ano primário, a mineira veio criancinha para Três Lagoas, mas morou por quase trinta em Araçatuba (SP). Por fim, diz que para chegar aos cem anos a receita é comer pouco e trabalhar bastante, e deixa um recado às novas gerações: “Sejam sincero; a sinceridade é tudo”.
 
 
 
O decadente movimento comunitário
Postado por João Maria Vicente em 04/06/2010 às 18:25
João Maria Vicente
José Bento, Jaziro, Maria do Socorro
O movimento comunitário em Três Lagoas já teve o seu auge. Tanto, que chegou a eleger dois vereadores: Antônio Rialino, que presidiu o bairro Paranapungá, Mirassol e adjacências, e Miguel Neves, o Miguelzinho, ex-presidente do Jardim Alvorada. Acredita-se que exatamente por conta desse crescimento, os líderes comunitários tenham sido podados, já que dependiam da intervenção dos vereadores junto ao Executivo para viabilizar a maioria de suas conquistas e acabaram se tornando uma ameaça. Ou seja, os vereadores preferiram não “alimentar cobras” para serem picados. Os presidentes de bairros tiveram grande destaque nas gestões do prefeito Miguel Tabox e Issam Fares.
 
Como em outros segmentos, o movimento comunitário produziu figuras marcantes, algumas até folclóricas, que estão para sempre registradas na memória dos três-lagoenses.
 
Um dos mais conhecidos é o eterno presidente do Paranapungá, José Bento de Araújo, que hoje está meio apagado, mas já foi chamado de “pegajoso” pela sua insistência em ser atendido pelos chefes de executivo e também na Câmara. Sua presença já foi constante também nas emissoras de rádio. Outros presidentes conhecidos foram “João Faz Tudo” e Almeida (Santa Rita); o saudoso Jovenildo, primeiro presidente do jardim das Acácias que era cheio de formalidades tendo, inclusive, instituído crachá para todos os membros da diretoria. No Jardim das Acácias tem também o Almir. Maria do Socorro, que se perpetuou como presidente da Vila Carioca, que também já foi presidido pelo conhecido Jaziro. A Vila Nova remete para Anedes Pedrosa Maxias, bem como o Interlagos lembra Aldir Ribeiro.
 
Levi Cavalcante (saudoso esposo da Maria do Levi, diretora do Projeto Cristo Redentor) também é sempre lembrado pelo seu trabalho como presidente da Utam, bem como José Gomes, que presidiu a Vila Piloto. Praticamente todos os esses presidentes e ex-presidentes tentaram, sem sucesso, conquistar uma cadeira no legislativo municipal.
 
 
 
A Cachaça Yamaguti
Postado por João Maria Vicente em 29/05/2010 às 09:22
João Maria Vicente
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Quem nunca transitou ou pelo menos ouviu falar da Rua Yamaguti Kankit? Provavelmente, a maioria dos três-lagoenses. Mas, certamente, são poucos os que conhecem a história de quem emprestou o nome para aquela que é uma das vias mais movimentadas da cidade, que vai da Maria Guilhermina Esteves até a rodovia BR 262, no bairro Guanabara. Yamaguti Kankit ou Kankit Yamaguti é nada mais nada menos que o criador da cachaça mais famosa da cidade, que teve grande divulgação no Estado, bem como em São Paulo e Rio de Janeiro para onde era mandada aos montes. A Cachaça Yamaguti foi criada em 1932 e durou até a década de 80, mas até hoje ainda é muito procurada, conforme relata o vereador Celso Yamaguti, neto do “seo” Kankit.
“Celsinho”, como é conhecido, conta que a caninha era feita artesanalmente, à base de garapa e milho em grão, acrescido de um segredinho que foi transferido para o seu pai kadu Yaochi Yamaguti.
A cachaça era uma das fontes de renda de Yamguti Kankiti, que faz parte da primeira família de imigrantes japoneses em solo três-lagoense. Mas ele trabalhava também com agricultura e criação de bovino. Celso conta que o pico da produção da pinga era no período da seca, quando se usava o bagaço da cana para alimentar o gado.
O alambique era numa fazenda na região do Córrego da Onça que está sob os domínios da família até os dias atuais. Lá moram Kadu e sua irmã Maria Yamaguti, que também produziu a “água-benta”.
Celso diz que antes de entrar para política um de seus projetos era retomar a produção da cachaça, sonho que ainda pretende realizar.
 
 
O Dom Bosco dos Anos 90
Postado por João Maria Vicente em 21/05/2010 às 18:51
Album de familia - Restaurada por Maria Dias Neto Lata (Cine Foto Condor)
Legenda – Escalação do Dom Bosco em 1982: Em pé – Zé Gordo, Zé Luiz, Everaldo, Carnegão, Chicão, Sérgio, Cezinha e Zé Dutra. Agachados – Tigrinho, Martinez, Pol, Lombrigão, Brasinha (in memorian), Cezinha, Egidio e Nei.
Ao longo de sua história Três Lagoas já contou com vários times tradicionais de futebol. Dentre estes, destacam-se o Legionários, o Comercial, o São Bento e mais recentemente, o Misto. Mas uma das equipes mais conhecidas que já encantou várias geração é o Dom Bosco. Apesar de estar há alguns anos fora de cena, o time ainda é lembrado por saudosistas de várias faixas etárias.
 
Uma das mais marcantes formações do Dom Bosco foi nos anos 60, quando levou o nome de Três Lagoas para todo o Estado. Mesmo na condição de amador, o time fez bonito, eliminando o Operário, dentro do Morenão, conquistando em 1966, o vice-campeonato estadual.
 
Ainda como amador, nos anos 60 e 70 (foto), outra geração de atletas fez com que o time se destacasse em campeonatos locais.
 
Finalmente, nos anos 90 o Dom Bosco chegou ao futebol profissional. Apesar da excelente campanha, não conquistou nenhum título.
 
Desde então, o time desapareceu, para nunca mais voltar. No terceiro milênio, o time não voltou a ser montado, nem para o amador e nem para o profissional. Apesar disto, volta e meia surge alguém comentando sobre a 'possibilidade de reativá-lo.
 
 
 
A origem do bairro Guanabara
Postado por João Maria Vicente em 14/05/2010 às 19:03
João Maria Vicente
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Primeira casa construída no bairro Guanabara
João Maria Vicente
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Silvia, com o quadro do pai,
João Maria Vicente
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As filhas do pioneiro
Morto em 1972, vítima de AVC, aos 54 anos de idade, João Barrinha Joanim foi o primeiro morador do Guanabara. A primeira casa do bairro, construída por ele - está em pé até hoje - e é habitada por uma de suas filhas. Apesar do aparente risco de queda, ela não pretende deixar o lugar, onde reside como forma de homenagear o pai à quem muito amava.
 
Mas é outra filha do pioneiro, Silvia Regina Barrinha, 54 anos, quem narra um pouco da história do pai, que teve oito filhos, sendo três adotivos. Ela conta que a casa foi construída num terreno doado pelo então prefeito João Dantas Filgueiras, para quem sua mãe – morta no ano passado - trabalhava como doméstica. O que era apenas um barraco de lona preta tornou-se uma casa de madeira, construída a partir das tábuas de residências da Vila Piloto, desmanchadas logo após a construção da Usina de Jupiá.
 
Na época a casa era iluminada por lamparina à querosene e a água vinha de um registro localizado no Córrego Palmito, no poço que ainda hoje abastece aquele região. “Meu pai não chegou a conhecer a luz elétrica”, relata. Ainda segundo ela, por muito tempo sua família morou sozinha em meio ao matagal, já que as comunidades mais próximas eram o Feijão Queimado (Nossa Senhora Aparecida), Vila Haro e São João.
 
Proprietário de um caminhão Ford, à manivela, Barrinha era voluntarioso e prestava diversos serviços aos moradores, pelos quais nem sempre cobrava. “Meu era igual a mim: não sabia dizer não”. Quando o caminhão negava fogo, recorria à carroça, outro meio de transporte que possuía.
 
Entre outros fatos curiosos, Silva recorda-se de quando o pai trouxe um defunto da Bucâina (como é conhecido o município de Inocência) na carroceria do caminhão e de quando numa propriedade rural vizinha, um raio matou inúmeras rezes que ele buscou para distribuir entre os moradores.
 
Silvia perdeu o pai quando acabara de se casar, aos 15 anos de idade, e nunca se mudou do bairro, que considera absolutamente tranqüilo. “Aqui não tem perigo nenhum”, garante. Para exemplificar, revela que os moradores deixam suas motos pousar do lado de fora da casa, bem como a roupa estendida no varal durante a noite.
 
 
 
A Câmara mais feminina do Brasil
Postado por Joâo Maria Vicente em 07/05/2010 às 21:38
Álbum de família
Em pé: Bel do PT, Walter Martinho, João Belchior, Luiz Akira, Carlos Zuque, Romeu de Campos Jr., Suely Trannin, Márica Moura, Gilmar Tosta e Aguirre. Sentadas: Marisa Rocha, Carmela, Wilma Lara, Sônia Prado e Inês Consuelo.
Hoje Três Lagoas conta com apenas duas vereadoras – Marisa Rocha e Vera Helena -, mas a cidade já foi conhecida como o legislativo mais feminino do Brasil. Foi na gestão 1997-2000, quando a Câmara era composta por oito mulheres e 7 homens.
 
Além disso, os dois cargos mais importantes da Casa eram ocupados por Wilma Lara e tinha Sônia Prado, respectivamente, presidente e primeira-secretária. Aliás, Wilma é a única mulher entre os 40 ex-presidentes da Câmara. A soberania rosa - choque chamou tanto a atenção que foi parar na imprensa nacional como, por exemplo, na revista Exame e em alguns programas de televisão.

Esta, porém, foi a única vez que tantas mulheres conseguiram chegar ao Legislativo municipal em Três Lagoas. Nas eleições seguintes (em 2000), apenas Marisa Rocha e Inês Consuelo conseguiram a reeleição, e Márcia Moura, atual prefeita, elegia-se vereadora pela primeira vez. Aquela legislatura encerrou-se com quatro vereadoras, uma vez que no segundo biênio (2003/2004), Vera Helena assumiu o lugar de José Fernandes Machado, o Jotinha, morto em acidente de moto.
 
Antes das eleições de 1996 já haviam sido vereadoras a saudosa Dirce de Jesus Viana, Marlene Martinho – que proporcionalmente teve a maior votação da história da Câmara -, Divina Eloi, Aparecida Ferreira de Castro Areco, a Idinha; Tia Nega e Suely Trannin Bernardo.
 
 
 
"Boquinha" na casa da sopa
Postado por João Maria Vicente em 30/04/2010 às 18:09
Arquivo pessoal
Prefeito Batiston, vereadora Tia Nega, deputado Londres Machado, Marcos Vinícius Trajano dos Santos (ao fundo, de óculos), deputado Cícero de Souza e vereador Lázaro Dutra (último ao fundo)
Com parte de suas obras assistências, algumas entidades filantrópicas, comoo grupo espírita A Candeias e a Maçonaria que distribuem sopa para famílias carentes de alguns bairros de Três Lagoas. Houve época, entretanto, que esse tipo de serviço era oferecido pela Administração Municipal. Na gestão do prefeito José Pedro Batiston, por exemplo, a casa da sopa era o carro chefe da Secretaria de Ação Comunitária, comandada pela sua esposa, Ivani Pires Batiston.
 
Nos primeiros meses de sua administração, Batiston inaugurou duas casas da sopa. A primeira foi na Vila Carioca e a outra na Guanabara. Para se ter uma idéia da importância que ele dava à obra, a inauguração da segunda casa da sopa foi prestigiada por diversas autoridades estaduais, dentre as quais, o deputado federal Flávio Derzi (em memória), o presidente da Assembléia Legislativa – o treslagoense Cícero de Souza, que acaba de ser reeleito para o terceiro mandato de presidente do Tribunal de Contas – e os deputados estaduais Londres Machado, José Carlos Machado e Alberto Rondon. Juntas, as casas da sopa produziam mil pratos por dia.
 
A obra era mantida com recursos da municipalidade e mão-de-obra voluntária. Os bairros Paranpungá e São João também receberiam o benefício, que não foi implantado por nenhum outro administrador.
 
 
 
 
Por onde anda Cidimar, o "Ui, ui, ui"
Postado por João Maria Vicente em 23/04/2010 às 16:28
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Cidmar agora se chama Pantanegro
“Ui, ui, ui gente querida e maravilhosa”. Com esse bordão, o bauruense Cidmar ficou conhecido em toda a cidade de Três Lagoas. Por aqui atuou como radialista, apresentou campanha política e até concorreu para vereador, tendo recebido expressiva votação, graças ao apoio do ex-prefeito Miguel Tabox. Na Cidade das Águas ele gravou ainda um CD com o amigo Tomilton, com uma homenagem ao saudoso deputado Júlio Maia, morto em acidente automobilístico na rodovia BR-262. Depois de certa decadência, sumiu da cidade e não mais se ouvir falar de seu nome. Comentou-se, inclusive, que havia morrido.
 
Mas o “Ui, ui, ui” está vivinho da Silva e volta a buscar a notoriedade em outras paragens, mas parece não ter-se esquecido de Três Lagoas. De volta à sua terra de origem, Cidmar adotou o nome artístico de “Pantanegro – A voz ecológica do Pantanal”, e acaba de lançar um CD sob o título “O Trem Passageiro do Pantanal”. O disco traz ainda uma faixa-tributo ao senador Ramez Tebet, denominada “O Filho da terra” e homenageia a “Linda Pousada do Tucunaré”.
 
Recentemente Cidmar esteve em Três Lagoas em visita ao amigo radialista Francisco de Andrade e prometeu retornar para divulgar seu trabalho.
 
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