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01/09/2010 - 16:39 | Atualizado em 01/09/2010 às 16:50

Cadeirinha: Psicologia e comportamento

Crianças choram ao saber que devem ser transportadas nas cadeirinhas; psicóloga dá dicas de como explicar o “mal” necessário

 
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Gisele Mendes
Gisele Mendes
É preciso paciência e a ajuda do irmão mais velho para a criança aceitar a cadeirinha
É preciso paciência e a ajuda do irmão mais velho para a criança aceitar a cadeirinha
Gisele Mendes
Após a conversa os dois seguem devidamente adequados nas cadeirinhas para a escola
Após a conversa os dois seguem devidamente adequados nas cadeirinhas para a escola
Choro, birra e a não aceitação são comportamentos típicos de crianças com idades até cinco anos quando tem a sensação de que estão presas. E desde esta quarta-feira (1º de setembro) em que se tornou obrigatório o uso das cadeirinhas junto ao cinto de segurança, mães devem ter “jogo de cintura” para manter seus filhos sentados no dispositivo e sem muita mobilização.
 
O diálogo e a paciência são colocados em prática diariamente pela dona de casa Alhana Saraiva que tem dois filhos, Luiz Otávio de 3 anos e o João Henrique de 7. Eles são levados diariamente à escola que fica a poucos metros de sua casa; Luiz na cadeirinha e o João em seu assento. Entretanto seu filho mais novo ainda rejeita a cadeirinha.

De acordo com Alhana, a cadeirinha não é mais novidade para seus filhos, pois desde bebês sempre utilizaram, mesmo não sendo exigido por lei. Mas o Luiz Otávio ainda se incomoda em ficar “preso”.
 
Alhana que sempre encarou a questão como responsabilidade em proteger seus filhos no trânsito disse que João já está consciente e ajuda a convencer o irmão mais novo. “Cada dia eu preciso utilizar uma estratégia diferente para convencê-lo. Explico a ele todos os dias a importância da cadeirinha, pois quero que ele seja consciente quanto ao uso, assim como o João, por isso opto pelo diálogo e tem dado certo”, disse.
 
COMPORTAMENTO E PSICOLOGIA
 
Conforme a psicóloga clínica Fabrícia Medeiros Sanches, o uso da cadeirinha é importante e só é eficiente com cinto devidamente preso, ainda que a criança se sinta incomodada.
 
A psicóloga explicou que é fundamental que a mãe explique às crianças a importância do uso do dispositivo e que as consequências de não usar devem ficar claras para eles, entretanto é necessário trabalhar a questão de forma lúdica, caso contrário, a criança não vai entender.
 
Ela sugere que a mãe brinque com seu filho enquanto o coloca na cadeirinha e reproduza situações que poderiam acontecer caso ele seja transportado fora dela. “Criança a gente ensina brincando, pois é de forma divertida que ele vai entender que é um “mal” necessário andar “preso””, disse.
 
Para a mãe, o equilíbrio em lidar com situações novas é fundamental. Conforme Fabrícia, as crianças não estão acostumadas a andarem na cadeirinha e com o cinto de segurança dentro da cidade, por isso rejeitam.
 
Apenas colocar a criança na cadeirinha e “pronto” não é o caminho. Segundo a psicóloga impor uma situação é sinônimo de aprisionamento para a criança; ao invés de sentir segurança terá a cadeirinha como sua inimiga e as birras serão frequentes.

Fabricia enfatiza que a paciência deverá ser contínua, pois nem sempre as crianças entenderão de imediato que devem ir à escola, por exemplo, na cadeirinha, pois se trata de uma nova situação, e às vezes leva tempo convencer a criança.
 
Para os bebês com menos de um ano e seis meses, a situação é diferente; eles ainda não identificam o que é ou não importante para sua vida, apenas reage de acordo com suas necessidades: quando sentem fome, sede ou dor.

A dica da psicóloga é que se possível a mãe fique próxima de seu bebê, pois ele sente a separação dela, sendo assim, ele pode rejeitar a cadeirinha, mas ainda que após muito choro, ele logo vai se adaptar. “A mesma situação acontece quando a mãe vai deixar seu bebê no berço, ele chora, mas logo acostuma e aceita a nova situação”, finaliza. 
 
 
 
 
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