Montagem Hojems
IrmãZélia, alguns anos atrás e atualmente
Zélia Lopes da Silva, 71 anos, ou simplesmente Irmã Zélia, é uma freira que foge aos padrões convencionais, por questão de estilo e também pela linha doutrinária da congregação da qual é missionária, a de Jesus Cristo Crucificado. Fundada em Campinas, no ano de 1928, a Ordem a que pertence é diferente das rigorosas instituições francesas e italianas, por exemplo. Em vez de ficar enclausurada, ela tem total liberdade para ir à busca dos mais necessitados, atividade que mais aprecia. “Eu gosto de estar no meio do povo”, diz, relatando o trabalho educacional que sempre encampou. Certamente, por isso é tão conhecida e respeitada.
A vocação religiosa de Irmã Zélia vem desde os 12 anos de idade, mas ela teve de esperar até a maioridade (21 anos) para colocá-la em prática. Seu pai, um garimpeiro baiano, era radicalmente contrário à sua aptidão. Mas não teve jeito. Ela enveredou por esse caminho, no qual se encontra até hoje, sem nunca pensar em retroceder. Os outros onze irmãos, entretanto, trilharam rumos diferentes.
Matogrossense, de Poxoréu, paralelamente ao trabalho religioso, Irmã Zélia formou-se em Assistência Social. Juntamente com Ramez Tebet, com a professora Tamásia e com os padres João Thomes e Jair, integrou o primeiro grupo de professores do Centro Pedagógico de Três Lagoas, hoje UFMS. Também lecionou em praticamente todas as escolas de Três Lagoas.
Embora goste de política – é simpatizante do PT -, nunca pensou em candidatar-se a cargo algum. “Tenho medo de que não encontrem nem o meu voto na urna”, brincou.
Vivendo atualmente do salário da aposentadoria como professora universitária, além de coordenar os trabalhos da irmandade, há cerca de dez anos Irmã Zélia investe a maior parte do seu tempo em prol da associação de artesãos de Três Lagoas, trabalho que tem avançado, segundo ela, graças ao apoio do ex-vereador Zucão e do seu filho Sabino Zuque, que cedeu o espaço em sua cerâmica, na Vila Haro. “Sou muito grata a eles”, relata.
Por meio do artesanato, Irmã Zélia busca a valorização das pessoas, afim de dêem mais valor à vida, “com paz e justiça”.
Para o ano que vem, a religiosa pretende levantar a bandeira de um lugar próprio para a feira livre – onde mantém uma barraca de artesanato -, “para acabar com esse negócio de desmontar barracas e fugir da chuva”, finaliza.
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1 - Valdomiro Mostachio disse:
18/04/2010 às 13:35
Pessoa bastante carismática e de uma delicvadeza incrivél, tive a satisfação de ser seu aluno na 2 turma do Centro Pedagógico de Três Lagoas.
1 comentário(s) - Deixe seu comentário
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