Geral | Economia
09/09/2010 - 15:44

Só 1% em MS podem vender gado à Europa

A lista é feita pela própria União Européia, a partir dos relatórios fornecidos pelas autoridades em sanidade animal do Estado

 
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Divulgação
 

O número de propriedades rurais de Mato Grosso do Sul credenciadas para exportar carne bovina para a União Européia aumentou 336% no período de um ano, de agosto de 2009 para agosto de 2010. Segundo os dados do Serviço de Saúde Animal da SFA (Superintendência Federal de Agricultura) no Mato Grosso do Sul, o Estado tem atualmente 279 propriedades aprovadas na Lista Traces, que relaciona as fazendas que podem exportar carne para os países da UE.

A lista é feita pela própria União Européia, a partir dos relatórios fornecidos pelas autoridades em sanidade animal do Estado. Apesar do aumento no número, as fazendas credenciadas para vender para os frigoríficos que exportam carne para a Europa representam apenas 1% das propriedades que desenvolvem a atividade no Estado, que são cerca de 50 mil.

Em relação ao rebanho, que supera 20 milhões de cabeças, o número de animais rastreados, uma das condições para fazer parte da Lista Traces, é de 600 mil, ou seja 3% apenas. Houve um avanço de 600% neste número do ano passado para cá, conforme a SFA. O gado está distribuído em 64 municípios.

Atualmente oito estabelecimentos frigoríficos do Estado permanecem ativos e habilitados a exportar carne bovina para a União Européia. As propriedades credenciadas podem vender para estes frigoríficos exportadores.

O fiscal federal agropecuário Orasil Bandini, do Serviço da Saúde Animal, informa que as auditorias nas propriedades cadastradas no Sisbov estão sendo realizadas por sete equipes de fiscais, em conjunto com a Iagro, que trabalham em sistema de rodízio.

Sistema novo Bandini acredita que o novo Sisbov, que está em fase de elaboração, entrará em vigor após a unificação dos bancos de dados dos serviços de saúde animal.

Após esse processo, disse, será implantado um projeto piloto em propriedades rurais habilitadas à exportação e em frigoríficos e só depois os técnicos da União Européia auditarão esse novo sistema para avaliar sua eficácia.

Quando foi lançado, a principal vantagem do rastreamento de gado era a possibilidade de ganho maior para os produtores. Hoje, os preços estão igualados, o que explicaria o pouco interesse.

Campograndenews
 
 
 
 
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