Em atenção à prefeita Simone Tebet (PMDB), que solicitou aos empresários que “vejam com olhos especiais os trabalhadores de Três Lagoas”, o canteiro de obra da Sitrel (Siderúrgica Três Lagoas) deverá contar, em sua grande maioria, com mão de obra local. Foi o que informou a vive-prefeita e secretária de Desenvolvimento Econômico Márcia Moura ao Hojems. Ela não quis informar, entretanto, a quantidade de empregos que deverá ser gerada pelo empreendimento. Estas e outras informações importantes deverão ser divulgadas a partir do dia 25 deste mês, após a reunião entre o governador André Puccinelli, a prefeita Simone Tebet (PMDB) e o empresário Albano Vieira, diretor Superintendente da Votorantim Siderúrgica. Márcia Moura também participará da reunião.
Antes do Grupo Grendene aliar-se à Votorantin Siderúrgica, a previsão era gerar mil empregos diretos e dois mil indiretos e no pico das obras, cerca de sete mil operários deveriam ser contratados. “Agora esses números devem mudar”, prevê Márcia.
Durante a reunião, a secretária disse que será definida a programação e o planejamento da obra e o início efetivo da operacionalização da siderúgica, incluindo o número de trabalhadores em todas as etapas e o programa de qualificação para os diferentes níveis de formação.
Apesar de a intervenção da prefeita em favor dos trabalhadores, a secretária disse que os próprios empresários tem testificado acerca da capacidade técnica e profissional dos treslagoenses que, segundo ela, tem o desempenho à altura de técnicos de outros estados. Por conta disto, disse que há a garantia por parte dos empresários que só haverá importação de mão de obras para as funções que não contam com profissionais na cidade.
Quanto à Sitrel, disse que a indústria de Três Lagoas será a mais moderna do Brasil, sendo uma cópia aperfeiçoada da unidade que o grupo possui construiu na Argentina. A Votorantin esta prestes a inaugurar uma fábrica em Rezende e já possui outra em Barra Mansa (RJ), a segunda do Brasil, desde 1937.
SITREL
A Sitrel será voltada para a produção de aços longos, destinados principalmente à indústria de construção civil. E terá capacidade inicial de produção de 550 mil toneladas/ano.
O conceito empregado para o projeto é conhecido como “Mini-mill”, sendo uma usina siderúrgica com base em sucata e gusa.
A Siderúrgica Três Lagoas foi arquitetada para ser modelo de sustentabilidade. Utilizará em seus fornos carvão vegetal de floretas plantadas pelo próprio projeto. E o abastecimento de água será proveniente de um sistema que faz captação da chuva.
Com a implantação da usina de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul terá três indústrias na área da siderurgia. As outras duas são a MMX, de Corumbá; e a Vetorial, de Campo Grande.
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