Cheques do procurador jurídico do município de Dourados, Alziro Moreno, serviam como uma espécie de caução para garantir o pagamento do mensalão a vereadores da cidade. Uma gravação feita no dia 2 de junho deste ano revela que cheques de Alziro foram dados como garantia do pagamento de mesada ao presidente da Câmara, Sidlei Alves.
Alziro Moreno e Sidlei estão entre os presos na Operação Uragano, deflagrada semana passada pela PF (Polícia Federal), que aponta esquema de desvio de verbas e pagamento de propina na prefeitura do município.
A investigação da PF detalha o envolvimento do procurador nas ações que levaram à prisão do prefeito da cidade Ari Artuzi (PDT), que também está preso, empreiteiros, vereadores e funcionários da prefeitura.
Segundo a investigação, quando Alziro era secretário de Governo era responsável pelo pagamento de propina aos vereadores.
Esta função foi assumida por Eleandro Passaia, que denunciou o esquema.
Para provar as irregularidades, Passaia chegou a assumir a função de pagar a propina aos envolvidos no caso.
As negociatas foram gravadas por Passaia e todo material está com a PF.
As investigações da PF mostram o momento em que Alziro detalha que quando ele fazia os pagamentos das propinas o dinheiro era proveniente de empreiteira e do Hospital Evangélico.
Ao todo, 13 presos dos 29 mandados de prisão que tinham sido expedidos, já foram colocados em liberdade devido ao pedido de revogação: Paulo Ferreira do Nascimento, (assessor do prefeito), Thiago Vinícius Ribeiro (departamento de licitações), José Antonio Soares – o Zeca do MS (Empresário), Aurélio Bonatto (vereador) , Júlio Artuzi (vereador e tio do prefeito), Marco Aurélio de Camargo Areias (superintendente do Hospital Evangélico), João Kruger (controlador-geral), José Roberto Barcelos Junior (Ex-chefe de licitação), Sidnei Lemes Erédia - (Empresa de sonorização), os vereadores Marcelo Barros, José Carlos Cimatti (PSB) e Paulo Henrique Bambu e o empresário Geraldo Alves de Assis, proprietário da construtora Planacon.
Já o vice presidente da Câmara, Zezinho da Farmácia (PSDB), também teve o pedido de liberdade aceito, mas não será liberado porque foi encontrada uma arma calibre 38 na casa dele, sem registro.
Continuam presos: o prefeito Ari Artuzi, primeira-dama Maria Aparecida Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor, Alziro Moreno (procurador-geral), Tatiane Moreno (secretária de Administração), Ignez Boschetti Medeiros (secretária de Finanças), Cláudio Marcel Hall - Marcelão (vereador licenciado e secretário de Serviços Urbanos), Helton Farias (Gestor de Compras), Dílson Cândido de Sá (secretário de Planejamento e Obras), Antonio Araújo e o presidente da Câmara, Sidlei Alves.


