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Em dois anos de existência, unidade de oncologia contabiliza 9.300 atendimentos
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Canecas e camisetas vêm sendo vendidas para divulgar IACC; futuramente, parcerias e campanhas devem viabilizar recursos
A doença avança. A cada dois dias um novo caso de câncer é diagnosticado em Três lagoas. A boa notícia para quem mora no Município e em cidades da região é que os tratamentos feitos aqui são considerados mais eficientes que os feitos em outros serviços que atendem pelo SUS, garantem os médicos. A quimioterapia também tem padrão ouro, segue os protocolos definidos pela ASCO (sociedade americana de oncologia clínica) sendo a mesma que é realizada em hospitais de renome como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, em São Paulo.
Assim, em dois anos, a unidade de oncologia, teve uma importância tão grande, que a criação do Instituto Auxiliadora de Combate ao Câncer, foi inevitável. Melhor para quem luta para vencer a doença a cada dia.
Da época em que foi inaugurada, em 2008, até dezembro do ano passado, cerca de 9.300 atendimentos foram feitos na unidade de oncologia, que funciona num anexo do principal hospital do leste de Mato Grosso do Sul. Em média, são 50 pacientes fazendo quimio, por mês.
O propósito de oferecer atendimento e tratamento tão bons quanto em centros de referência do estado e do País se deve também a constante capacitação dos médicos do IACC. O médico cancerologista Gustavo Colagiovanni Girotto tem entre outros títulos o de membro titular da American Society of Clinical Oncology (USA) e o de chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Base de São José do Rio Preto. O presidente da entidade, oncologista Eduardo Marques Lima, responsável pelas cirurgias, é titular da SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica).
A equipe responsável pelo atendimento de quem busca tratamento contra o câncer é composta por: técnicos de enfermagem, enfermeiros, nutricionista, psicólogo e assistente social. Todos incumbidos de oferecer não só medicamentos, mas também gestos de carinho, para quem tem que enfrentar uma sessão de medicamentos ou uma mesa de cirurgia. Aliás, as cirurgias feitas aqui, também são feitas em Araçatuba, até mesmo videolaparoscopia, como a retirada de estômago, útero, ovário, cólon (intestino grosso), o que representa um avanço para a cidade.
A principal vantagem de facilitar o diagnóstico e o acesso ao tratamento da doença no Município é a proximidade com a família, pois os pacientes respondem melhor a qualquer tipo de procedimento perto dos entes queridos. Além disso, viagens para grandes centros são extremamente desgastantes. Numa sessão de quimio, por exemplo, o paciente recebe uma carga de medicamentos tão grande, que sintomas como fraqueza e náuseas são os mais fracos, por assim dizer, entre os efeitos colaterais.
Novo desafio
Desta forma, fortalecer a estrutura de tratamento na cidade é o que move a equipe médica, membros da diretoria e conselheiros do setor de oncologia da cidade, cerca de 30 pessoas, a abraçarem a causa do Instituto Auxiliadora de Combate ao Câncer. O objetivo é manter e melhorar o atendimento médico e facilitar o custo dos tratamentos de quem precisa lutar contra o tempo pela cura de um tumor e pela vida. Hoje, o tratamento oncológico é considerado de alto custo. Há procedimentos completos que podem ultrapassar R$ 30.000,00. Tem medicamentos como o Nexavar e o Sutent que custam em torno de 10 mil por mês, sendo necessário o paciente fazer uso de um ou de outro por vários meses.
Atualmente, apenas tumores complexos, detectados no cérebro e no osso, ou ainda radioterapia, são tratados fora. No mais, 90% dos tipos de tratamento de combate ao câncer, disponíveis, são feitos aqui.
A Clínica da Mulher também funciona como uma extensão do IACC ao oferecer, via SUS, consultas, mamografias, biópsias de mama e colo uterino. Afinal, estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer), apontam para o surgimento de 310 novos casos de câncer no colo do útero neste ano e mais 550 de mama.
Em meio a esta realidade local, o principal desafio dos idealizadores do IACC, é a construção de um prédio de oncologia, com mega estrutura, credenciado pelo Ministério da Saúde, para oferecer tratamento a mais pessoas e até mesmo contar com o apoio de artistas, a exemplo do que ocorre em Barretos, onde o dinheiro de shows financia a construção de blocos.
A viabilidade deste grande projeto é proposta para a comunidade, inicialmente, através da aquisição de canecas e camisetas, vendidos com o símbolo (uma borboleta) e nome do IACC, na própria unidade de oncologia e em grandes eventos públicos. Futuramente, entidades envolvidas em promoções sociais, serviços voluntários também devem ser mobilizadas.
O site do IACC também está sendo finalizado. Uma conta corrente, para que as pessoas possam fazer doações, vem sendo providenciada. Os membros do Instituto também buscarão recursos, por meio de parcerias com empresas e prefeituras da região. O slogan da entidade é um só: “Sim você pode ajudar”.
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Apesar de superar a doença, todo mundo fica baqueado. Confira
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