De acordo com o Juiz Estadual e coordenador do Mutirão Carcerário de Mato Grosso do Sul, Alexandre Antunes, o número de encarcerados beneficiados pelo mutirão será menor se comparado aos do ano passado. Segundo o juiz, a queda é consequência, justamente, do primeiro mutirão de Três Lagoas, ocorrido no ano passado - quando havia muitos processos que precisavam ser revistos. A concessão de benefícios, por isso, foi maior.
Conforme o juiz, neste ano, aproximadamente 700 processos devem ser analisados pelo grupo de magistrados responsáveis pelo Mutirão Carcerário. “Já foram analisados 40% dos processos, até sexta-feira pretendemos concluir os trabalhos na cidade”, afirma Alexandre.
O juiz relata que, na última terça-feira (31 de agosto), o grupo visitou unidades penais de TL e afirma que elas estão em boas condições comparadas a outras do estado. “Fomos à penitenciaria masculina, ao novo semiaberto masculino, à Unei (Unidade Educacional de Internação) e ao presídio feminino e constatamos que as unidades, comparadas a outras do estado, estão em boas condições, sendo que não há a superlotação” diz.
Alexandre aproveita para enfatizar também que o Mutirão não é apenas para conceder ao detento o benefício da liberdade, e sim para proporcionar vários outros direitos que o preso pode ter, como atendimento de saúde, direito a visitas, entre outros.
REINCIDÊNCIA
Questionado sobre a reincidência criminal dos presos que receberam o benefício de soltura, o juiz afirma que isso é uma consequência da falta de investimento do estado em programas para a recuperação e reinclusão dos detentos na sociedade. Antunes explica que muitos presos são dependentes de drogas e quando saem das unidades carcerárias, voltam a praticar crimes para sustentar o seu vício.
Segundo a opinião do delegado regional, Vitor Lopes, no ano passado, com os alvarás de soltura concedidos, houve aumento da criminalidade em Três Lagoas. A falta de efetivo, de acordo com o delegado, seria o motivo da falta de acompanhamento dos detentos, após o benefício da liberdade. “Não temos oficiais suficientes para acompanhar esses detentos que saem dos presídios, mas ficamos em alerta intensificando as rondas na cidade”, afirma Fernandes.
Confira matéria completa no jornal digital, na página 06 da edição 1.033 (de 2 de setembro de 2010). Clique
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