Geral | Cidade - Três Lagoas
07/07/2009 - 15:15 | Atualizado em 24/07/2009 às 11:05
Novas exigências para um mercado seletivo
Oferta de emprego registra queda de 35% em relação ao ano passado - exigência por qualificação também está maior
Laura Massunari
Alyson José
Trabalhadores de Três Lagoas
Depois de registrar índices históricos na oferta de empregos e provocar uma corrida em busca de cursos técnicos, Três Lagoas presencia uma queda de aproximadamente 35% na oferta de vagas de trabalho formal, em relação ao ano de 2008. A informação é do coordenador do Ciat (Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador), Ivan José Alkmin.
“Isso não significa que não há emprego, mesmo porque vimos mantendo o número de cadastros novos no Ciat. Além disso, as indústrias não deixaram de ampliar ou renovar seus quadros, mesmo que em ritmo menor. A baixa na oferta de vagas já era esperada, principalmente depois de concluídas as obras das fábricas da IP [International Paper] e VCP [Votorantim Celulose e Papel]. Em breve veremos o crescimento de ofertas novamente, quando a siderúrgica [Sitrel] começar a obras”, explica.
Mas o principal fator para a baixa nas vagas é a falta de qualificação do trabalhador em relação ao perfil exigido pelas empresas. “Hoje, é difícil quem peça um funcionário apenas com o Ensino Fundamental. O empregador opta por quem tem Ensino Médio completo, algum conhecimento de informática ou já tem treinamento na área em que poderá atuar”, diz Ivan.
A expectativa é de que os cursos de qualificação gratuitos – custeados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – beneficiem quem procura qualificação em Três Lagoas apenas em 2010. A média mensal de oferta de emprego, até o ano passado, era de até 700 vagas; em 2009, no acumulado de janeiro a maio, a média tem sido de 400 vagas. Quem mais sofre na pele são as mulheres: segundo Ivan, 80% das vagas oferecidas principalmente pela indústria são masculinas.