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12/08/2008 - 10h21

Fim da greve, volta às aulas

Acadêmicos de TL votam pelo fim da greve e retornam às salas de aula; nova assembléia deve ser convocada
Laura Massunari

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Com apenas um voto de diferença (98 x 97), os estudantes dos campi da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) de Três Lagoas optaram pelo fim da paralisação, iniciada na última quinta-feira (7), em assembléia realizada na noite de segunda-feira (11). A opção não exclui outras mobilizações com o fim da paralisação, mas venceu, pelo voto, quem preferiu reivindicar e também assistir às aulas.

Na pauta, além da votação pela continuidade ou fim da greve, os 240 acadêmicos presentes puderam debater e eleger outras propostas de mobilização estudantil - como, por exemplo, a formação de uma comissão encabeçada por alunos do curso de Direito para cuidar dos trâmites legais da paralisação. 

Professores
A greve de alunos nos campi do interior (além de TL, Corumbá e Aquidauana também estavam paralisados) e o "acampamento" que ocupou a reitoria em Campo Grande, desde quinta-feira (7), foram motivados por duas reivindicações básicas - e históricas das lutas estudantis: a demissão de professores contratados (e conseqüente falta de efetivos) e a luta por paridade no processo de escolha para a nova reitoria.

Segundo informações do movimento, 67 professores contratados em regime temporário tiveram os contratos rescindidos em toda a instituição; destes, 16 eram docentes dos campi de TL, 5 só do Departamento de Educação - lecionavam no curso de Pedagogia e em outros cursos de licenciatura, como Matemática, Geografia, Letras, História, entre outros. O TCU (Tribunal de contas da União) alegou irregularidades na contratação desses professores; outros 512 contratos estão sob análise do Tribunal. A reposição do quadro de professores é o que mais preocupa os acadêmicos no momento - já que, por ser período de eleição para reitor, não há possibilidade de contratações temporárias. 

Reitoria
A eleição foi marcada para o próximo dia 25. O movimento estudantil não concorda com o sistema "70-15-15", em que funcionários e alunos têm apenas 15% no peso dos votos, enquanto docentes têm 70%. Apesar dos protestos pelo voto paritário e pela condução da eleição por meio do Colegiado Eleitoral, os estudantes foram derrotados: o voto proporcional deve continuar e o Conselho Universitário (41 membros, sendo três acadêmicos) continua responsável pelo processo eleitoral. O Colegiado Eleitoral é composto por 104 pessoas.

O atual reitor é Manoel Catarino Peró. Na UFMS, há cerca de 16 mil acadêmicos, dois mil técnicos e cerca de 700 professores. Durante a assembléia desta segunda, os alunos citaram 24 Universidades Federais do país que já elegem seus reitores por meio de um modelo paritário. Outra assembléia, ainda sem data marcada, será convocada para decidir outras propostas para as reivindicações.

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